Eu nunca fui a um show do Rush
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Eu nunca fui a um show do Rush

Alexandre Ferraz Bazzan

06 de fevereiro de 2015 | 09h39

Se você é jovem e virgem, uma boa maneira de se manter assim é se tornando um fã fervoroso de Rush.  Sexo é superestimado e causa problemas como gravidez precoce e corações partidos. Tá, não é superestimado, mas o Rush é muito legal.

Foto: Reprodução

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Quem acompanha este blog há algum tempo vai se lembrar da vez que eu fui a Buenos Aires e assisti sem querer, pelo simples fato de ler jornal, um show do Rage Against the Machine. Muito bem, vamos à história. Peguei um táxi no aeroporto e ele perguntou se eu estava ali pelo Rush. “A banda Rush?”, eu perguntei. Ele poderia ter respondido: “Não, minha tia-avó Rush”, mas ele foi educado e disse que tinha encontrado roadies deles outro dia por ali. Obviamente fui procurar o dia do show, mas aconteceria somente depois que eu fosse embora. Eu já tinha perdido eles aqui no Brasil porque NINGUÉM quis ir comigo e acabei desanimando. Uma lástima.

Gostar do Rush nos anos 1980 era algo como gostar de Pokemon hoje, só que mais legal porque tinha guitarra e bateria. Muita bateria. Neil Peart tem batuques até nas costas e fica cercado pelo seu kit.

Eu conheci o som dos caras quando no colegial um amigo me disse: “cara, você tem que ouvir isso.” Respondi: “mas essa música é a do McGuyver”. Sim, Tom Sawyer ficou famosa por ter sido trilha daquela série em que o cara construía uma bomba atômica com um grampo e um elástico de dinheiro. A série nem existe mais, mas o Rush continua vivo, e o que importa é que eles entraram para o Hall da Fama antes que o Kiss. Toma essa.

O Alex Lifeson fez um discurso à altura da honraria:

Murmurando para todo mundo ouvir. Mark Duplass e seu irmão Jay são dos caras mais legais do cinema independente americano. Eles surgiram em uma enxurrada de novos filmes feitos na raça que ganharam o apelido de “mumble core”.  Esse nome foi dado porque os filmes captam muito mais um sentimento do que expressões verbais, um resmungo ou murmúrio pode passar mais sentimento que um diálogo bem construído. Alguns destes filmes foram produzidos com câmeras toscas, o que faz a murmuração ser ainda mais inaudível.

Seguindo o plano de ter programas legais, a HBO deu aos irmãos Duplass a oportunidade de criar o próprio seriado: Togetherness. E em um dos episódios um dos caras explica Tom Sawyer. Mark, o cara em questão, já tinha feito uma ponta no filme Eu te amo, cara, que também presta homenagem ao Rush.

Jay e Mark foram no Conan O’Brien esses dias, um dos 5 mil talk shows americanos, e comentaram sobre o “air drumming”:

Eu te amo, cara – o filme mais legal de bromance:

E se você não conhece o Rush, nunca é tarde. Comece pelo documentário Beyond the lighted stage:

PS-Tenho feito com colegas alguns podcasts. Vale acompanhar aqui.

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