Discos para ouvir na quarentena 9: ‘Even Serpents Shine’ – The Only Ones
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Discos para ouvir na quarentena 9: ‘Even Serpents Shine’ – The Only Ones

O guitarrista e vocalista Peter Perrett escreveu a cartilha que seria usada 21 anos depois pelos Libertines

Alexandre Ferraz Bazzan

01 de abril de 2020 | 00h02

The Only Ones

Se eu não ressuscitar a música de guitarra até o fim dessa quarentena, todo meu esforço terá sido em vão.

Assim como o Big Star, The Only Ones é uma daquelas boas bandas dos anos 1970 que ficaram um pouco perdidas, tardia demais para o power pop, mas que também não se encaixou no punk. Isso não impediu que eles fizessem três discos, dois deles excelentes, e abrissem para o The Who em shows nos EUA.

Foi um single do primeiro disco, Another Girl, Another Planet, que fez eles ganharem alguma notoriedade, mas, para mim, o segundo disco é mais coeso e parece apontar de forma mais direta para a trajetória curta e, de certa forma, triste deles.

O guitarrista e vocalista Peter Perrett escreveu a cartilha que seria usada 21 anos depois pelos Libertines ainda antes de o Pete Doherty nascer. Assim como Doherty, Perrett era dependente químico e compunha boas melodias de guitarra nas horas vagas. No Solution, do disco Even Serpents Shine, antecipa quase tudo o que consagraria a dupla Doherty e Barât.

Someone Who Cares é uma das músicas mais doloridas que eu já ouvi na vida. Eu rodei muito o Google procurando alguma história legal para falar sobre essa canção, mas só achei uma playlist minha. A verdade é que o Peter Perrett deve ter escrito ela bem doidão e sem pensar em ninguém, mas isso não muda o resultado final.

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