Buraco negro (uma playlist de covers)
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Buraco negro (uma playlist de covers)

Alexandre Ferraz Bazzan

06 de junho de 2019 | 09h01

Foto: Event Horizon Telescope collaboration et al.

Recentemente, uma equipe com dezenas de cientistas espalhados pelo mundo conseguiu pela primeira vez na história registrar a imagem de um buraco negro. O esforço durou anos e ajudou, junto com as ondas gravitacionais, a comprovar teorias de Albert Einstein. Os estudiosos de Harvard classificaram o feito como se estivéssemos vendo o invisível.

Não demorou muito para os especialistas das redes sociais começarem a criticar a imagem. “Fora de foco”, diziam uns. “Me decepcionei”, outros falavam. Esse povo que não consegue tirar uma boa selfie no fim de semana começou a esculachar o trabalho árduo de astrônomos renomados.

Minha vontade era criar um grupo nos moldes dos pardais de Game of Thrones e sair enquadrando cada um que falasse uma bobagem dessas. A diferença é que não seríamos adoradores de algum Deus(ou sete), mas um amontoado de fanáticos pela ciência e contra o terraplanismo.

Os fanáticos pardais de Game of Thrones – Foto: Reprodução

O mais longe que eu cheguei foi bater boca nas redes. Na tentativa de amealhar simpatizantes para o meu grupo de pardais da ciência, um amigo explicou a imagem do buraco negro de forma simples e poética: “É uma foto do passado”. Tirando o fato de que todas as fotos são do passado, a explicação é perfeita. A galáxia M87, onde fica o buraco negro, está a uma distância de 55 milhões de anos luz da Terra, ou seja, se arrumássemos uma nave que pudesse voar na velocidade da luz (ou 299.792.458 metros por segundo), chegaríamos à M87 em 55 milhões de anos.

Fiquei pensando que vimos apenas uma versão do buraco negro. Outro dia, viajando com a minha namorada, enquanto ela colocava covers que ela gosta para tocar, fiquei pensando em uma forma de relacionar as duas coisas. Não consegui ir muito além do fato de uma música ser pensada pelo compositor e reinterpretada por outro artista que, mesmo tentando ser fiel à original, acaba criando sua versão. A ideia virou esse texto sem sentido de desabafo, mas também uma playlist de covers seguidos das criações “originais”. Em alguns casos, como Elvis, The Band, New Order e Édith Piaf, optei por colocar as versões mais conhecidas.

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