Beach Slang é um soco no coração
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Beach Slang é um soco no coração

Banda da Filadélfia lança disco já com dois novos videoclipes; assista

Alexandre Ferraz Bazzan

23 de setembro de 2016 | 16h59

Além da energia e algum senso de sinceridade, todos os shows do Beach Slang têm em comum a forma como a banda sobe ao palco. O vocalista James Alex grita ao microfone: “Hey, nós somos o Beach Slang e estamos aqui para dar um soco bem no seu coração”.

Foto: Ian Laidlaw

Foto: Ian Laidlaw

No dia 29 de abril, o roteiro foi um pouco diferente. Após uma apresentação apática em Salt Lake City, o guitarrista Ruben Gallego jogou seu instrumento no chão e deixou o palco. Alex foi além: “Nós éramos o Beach Slang, devolvam o dinheiro para essas pessoas.” Muitos boatos e um show cancelado depois, Alex veio dar explicações no Facebook. Ele falou sobre os Replacements e uma menina desconhecida que pediu para que ele seguisse tocando, se desculpou pelo desastre em Salt Lake City e ele encerrou o texto dizendo: “Se vocês ainda estiverem dentro, nós estamos”.

Alguns dias depois, eles fizeram provavelmente o melhor show da carreira em São Francisco. “Vocês não acharam que a gente ia para algum lugar, né?”, pergunta Alex à plateia e emenda: “Nós vamos lançar um novo disco em setembro… nós não estamos terminando a banda”.

Alívio dos fãs, seguido de expectativa. Primeiro eles liberaram a arte e o nome do novo álbum: A Loud Bash Of Teenage Feelings, depois eles publicaram o vídeo de Punks in a Disco Bar e Atom Bomb. A NPR, antecipou o disco completo, até que, nesta sexta-feira (como diria a letra de American Girls and French Kisses do EP Cheap Thrills on a Dead End Street: “É sexta-feira à noite e eu estou no porão, gritando os meus pulmões com meus melhores amigos”) ele está disponível em todos os serviços de streaming.

A Loud Bash of Teenage Feelings tem 10 músicas que duram pouco menos de meia hora e segue com os mesmos versos altamente tatuáveis(não são poucos os fãs que mandam fotos com as letras da banda gravadas no corpo). Spin the Dial, Punks in a Disco Bar, Hot Tramps e Wasted Daze of Youth são algumas que se destacam como possíveis clássicos, caso a banda consiga se manter na ativa por tempo suficiente.

Em uma entrevista para o Stereogum, Alex diz que a banda tem planos de seguir lançando um disco por ano. Além da vontade de produzir após ficar algum tempo sem tocar(Alex tinha uma banda chamada Weston e abandonou a música para constituir família, até que novas canções gravadas o trouxeram de volta já nos seus 40 anos de idade), um catálogo maior daria a oportunidade de ter menos covers durante os longos sets.

Alex costuma mandar pequenas cartas ao público que ele chama de “um livro realmente curto”. Ele tem explicado que, no primeiro disco, ele usou experiências próprias para escrever as letras e, no segundo, coleções de histórias das pessoas que tiveram as vidas alteradas por sua música.

Enquanto eu escrevia isso, mais uma dessas cartinhas chegou ao meu e-mail, aproveitem:

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