A volta do Libertines
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A volta do Libertines

Banda lançou oficialmente neste 2 de julho a primeira música inédita em 11 anos

Alexandre Ferraz Bazzan

03 Julho 2015 | 15h21

A dupla Doherty/Bârat surgiu em 2002 com o álbum de estreia Up the Bracket e muitos diziam se tratar de uma resposta britânica aos Strokes. Um segundo disco homônimo seria lançado em 2004, mas já cheio de problemas entre os integrantes. O abuso de drogas de Pete Doherty fez com que ele deixasse o grupo, que se apresentaria no Brasil sem ele.

Foto: Joel Ryan/AP

Foto: Joel Ryan/AP

Todos imaginavam que o cantor e guitarrista teria poucos anos de vida, entretanto, foi ele quem fez os melhores trabalhos fora do Libertines e também inaugurou a vida fora da banda. Já em 2005, seu novo projeto, o Babyshambles, lançou Down in Albion. Depois disso, ele e Carl Bârat se revezaram até 2010 criando discos anualmente.

Waterloo to Nowhere foi a estreia do Dirty Pretty Things que, além de Bârat, tinha também o baterista Gary Powell. Em 2007 o Babyshambles gravou Shotter’s Nation, seguido em 2008 por Romance at Short Notice do Dirty Pretty Things, o bom trabalho solo de Doherty, Grace/Wastelands. Bârat fecharia essa disputa criativa em 2010 com um disco que levava seu próprio nome.

Um novo álbum só viria em 2013, Sequel to the Prequel do Babyshambles, mas durante esse tempo Doherty fez dois filmes. Antes ele já tinha mantido um relacionamento tempestuoso com Kate Moss e seguido os passos dela como modelo.

A banda voltou brevemente em 2010, mas foi no ano passado que eles fizeram uma sequência maior de shows. Em 2015 parecia que eles iam realmente  deixar problemas antigos de lado, mas Bârat lançou novo trabalho com sua banda The Jackals. Isso não impediu que eles seguissem compondo. No dia 19 de junho eles tocaram uma música inédita em um show na Holanda, Gunga Din. A primeira faixa inédita em 11 anos ganhou videoclipe ontem e o novo disco já tem nome – Anthems For Doomed Youth– e data de lançamento: 4 de setembro.

Assista ao novo clipe:

Gunga Din tem um pouco do rock acelerado que eles tocavam no início do século, mas também uma levada que flerta com o reggae, o que levantou comparações com o Clash, dado o apreço de Joe Strummer pelo ritmo saído da Jamaica.

O Libertines também foi surpresa no Glastonbury. O festival tem a tradição de promover alguns shows não programados durante o fim de semana e eles ajudaram a dar peso na noite em que o Foo Fighters deveria se apresentar (os americanos cancelaram de última hora depois que Dave Grohl quebrou a perna). A banda tocou antes de Florence and the machine, escolhida para substituir o Foo.

Abaixo a apresentação na íntegra:

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