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Mostrinha Livre tem exibição de curtas-metragens para a garotada

Jerusa Rodrigues

31 de maio de 2014 | 17h21

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Mostrinha Livre 2014 exibe coletânea de curtas para crianças de 31/5 a  8/6, no Centro Cultural Banco do Brasil. Programa é uma das atrações da Mostra do Filme Livre.

A sessão infantil é exibida aos sábados e domingos, às 14h.  Tudo grátis, mas vale chegar um pouquinho antes para garantir o ingresso. A mostra tem, inclusive, filme feito por crianças para crianças, caso de ‘Jeferson e Astrelóide’ e ‘A Saída do Beco’. 

Exibição dos curtas:
‘Um Rio’ (SP), de Marcelo Bala e Andrea Pesek
‘Linhas e Espirais’ (CE), de Diego Akel
‘Meu Foguete’ (SP), de Marcelo Bala e Andrea Pesek
‘Jeferson e Astrelóide’ (RJ), crianças do Complexo da Maré – projeto Maré sem Fronteiras
‘O Filho do Vizinho’ (DF), de Alex Vidigal
‘Olho Vivo na Natureza’ (RJ), de Cristiano Requião
‘Antes de Acabar’ (SP), de Rodrigo Augusto Cavalheiro
‘Paleolito’ (RJ), de Ismael Lito e Gabriel Calegario
‘A Saída do Beco’ (RJ), crianças do Complexo da Maré – projeto Maré sem Fronteiras
‘À Sombra do Cavaleiro’ (RJ), de Artur Junges e Matheus Lourenço

 

  
Para ter uma ideia do trabalho, segue aqui ‘Jeferson e Astrelóide’ (RJ), curta produzido por crianças do Complexo da Maré – projeto Maré sem Fronteiras

  

 

 

E ‘A Saída do Beco’ (RJ), também produzido por crianças do Complexo da Maré – projeto Maré sem Fronteiras 


 

 

Para entender mais sobre o projeto, conversamos com Suélen Brito, uma das coordenadoras do projeto Maré Sem Fronteiras, dos  filmes ‘Jeferson e Astrelóide’ e ‘A Saída do Beco’.

Como funciona o projeto Redes da Maré?
A Rede existe há 17 anos. Sou nascida e criada na comunidade e só mudei há dois anos. Estudei na Rede e sempre quis ser pintora. Sempre me envolvi na área de projetos culturais e educação. Fiz faculdade na UFRJ e circulei muito nas redes culturais. Desde 2014 coordeno a Maré sem Fronteiras.

De quem foi a ideia de fazer um filme?
Temos duas oficinas de audiovisual, para crianças e adolescentes. E vimos as linguagens como uma forma de expressar as questões do cotidiano, como violência, família, défice de aprendizagem e questões do mundo dos adolescentes mesmo. Então decidimos ampliar a linguagem, além do cinema, da arte e da literatura. Por isso os temas têm algo do cotiano, de um processo de criação, mas tem muito do fantástico. É um trabalho coletivo que envolveu todos. Inclusive quatro desses adolescentes foram para a escola de cinema este ano (os filmes foram feitos em 2013).

Qual a faixa etária das crianças?
Oficina para crianças de 7 a 11 anos. E para adolescentes, de 12 a 16 anos.

Quantas crianças trabalharam no projeto?
O processo todo foi com umas 35, 40 crianças.

Como funcionou a divisão das tarefas?
As crianças fizeram tudo: roteiro, captação, edição, animação e escolha dos planos. Apenas na edição e montagem eles tiveram ajuda técnica, pois é necessário um conhecimento específico para operar os botões, mas eles fizeram parte deste processo também. A finalização é feita com o apoio dos educadores. Foi um ano inteiro, contando histórias, vendo filmes, muitos não comerciais.

Quem banca financeiramente o projeto?
É um projeto desenvolvido pela Redes da Maré em parceria com o Criança Esperança. 

E em 2014?
Estamos fazendo novas oficinas de audiovisual, teatro, música em movimento, literatura, família e educação ambiental. Nossa intenção é quebrar essas barreiras simbólicas. Organizamos ‘bicicletadas’, passeios ciclísticos com oficinas de memória local sobre o espaço e os personagens. A equipe vai ao Piscinão de Ramos, por exemplo, ouve as histórias dos moradores e pesquisa sobre o local. Todo material apurado é utilizado em sala de aula, na construção do conhecimento.

 

ONDE: Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo. R. Álvares Penteado, 112,
Centro, 3113-3651.
QUANDO: 31/5 a 8/6, 14h.
QUANTO: grátis (senha 1h antes de cada sessão).

 

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Crianças produzem filmes no Complexo da Maré.
Crédito: Elisangela Leite
 http://redesdamare.org.br

 

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