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Livro: A Menina de Nome Enfeitado

Jerusa Rodrigues

23 de maio de 2014 | 18h45

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Vencedora do prêmio da FNLIJ (Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil), na categoria ‘escritor revelação’, Míriam Leitão lança seu segundo livro A Menina de Nome Enfeitado, com ilustrações de Alexandre Rampazo. Ed. Rocco – Pequenos Leitores, R$ 29,50. Durante a sessão de autógrafos, no domingo (25), distribuição de brindes.

ONDE: Livraria Cultura. Conjunto Nacional. Av. Paulista, 2.073, 3170-4033.
QUANDO: Dom. (25), 15h. QUANTO: Grátis.

Papo com a escritora Míriam Leitão:
Como foi a escolha do ilustrador?
Foi uma escolha muito feliz da Rocco. Ele completou a história, não só ilustrou. Criou um ambiente de como é encantado o mundo da leitura. Ele captou um pouco do meu sentimento, de como as pessoas flutuam com a leitura.

De onde nasceu história?
O primeiro motivo é que eu fui uma criança apaixonada pela leitura. Ela ajudou a construir minha história, com ela eu me senti mais forte, pois eu era muito tímida. Foi minha melhor terapia. Meu desafio foi descobrir como escrever para criança. O segundo motivo é que eu virei avó. Eu conto história, levo meus netos à livraria. É o brinquedo que eu tenho para oferecer. Até a minha neta de oito meses já ganhou livro (Míriam tem quatro netos, de 8 meses a 8 anos).

Como é A Menina de Nome Enfeitado?
Passa na fase de alfabetização, mas serve para todas as idades. Conta a história de uma menina que chega no sítio da tia e conta uma surpresa. Ela juntou as letras e descobriu palavras, mas não sabe ainda para que serve o H. Uma inquietação que vem de seu nome Nathália, no qual ela imagina que o H não tem função alguma. E a tia vai brincando com o som das palavras. Como ‘chuva, galinha, galocha, chá’…  e o som vai se repetindo. ‘No caminho tem ninho de passarinho’ e tudo tem h.

Já tem planos para um próximo livro?
Adorei escrever livros infantis, tem sempre um desafio. O próximo é sobre um assunto delicado, preconceito racial e adoção.

Papo com o ilustrador Alexandre Rampazo
Quem te convidou para ilustrar o livro? 
Tratei direto com a editora. A Rocco me procurou dizendo que tinha um projeto meio secreto. Li o texto e topei na hora. Só depois fui saber que era da Míriam.

Como foi a escolha dos desenhos?
Eu queria contar uma história ilustrada paralela a história escrita, mas que os dois formatos tivessem ainda assim, uma unidade. É quase um ‘leia o texto e também leia o desenho’. Fiquei muito a vontade para escolher as cenas e a forma de contar a história desde o princípio.

Míriam Leitão deu palpites?
Não. Liberdade total e ainda recebi um ‘valeu pela parceria’.

Como começou sua carreira de ilustrador?
Como todo mundo que gosta de desenhar, parece que começou quando eu tinha uns cinco anos, mas profissionalmente falando, fazia coisas esporádicas para as editoras. Parei para fazer coisas voltadas para design e publicidade e retomei tem uns oito anos.

Quantos livros da ilustrou?
Uns 35, 40 talvez

Quantos escreveu?
Publicados cinco: ‘A menina que procurava’; ‘A menina e o vestido de sonhos’; ‘Um universo numa caixa de fósforos’;  ‘Me encontre no sexto andar’; ‘A princesa e o pescador de nuvens’… e mais alguns na gaveta.
Quais as novidades?
Até o meio do ano vou lançar “a princesa e o pescador de sonhos”. Nesse fiz tudo, o texto e as ilustras.

 

Algumas imagens sobre o processo de criação dos desenhos:

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