Policiais vão atrás de autorização para urubus

Estadão

23 de setembro de 2010 | 16h56

Marcela Spinosa, do Jornal da Tarde

Outra polêmica na quarta-feira, 22, na Bienal de São Paulo foi a instalação
Bandeira Branca, do artista plástico brasileiro Nuno Ramos.  E motivou a visita à tarde de investigadores da Delegacia do Meio Ambiente da Polícia Civil.  Eles queriam verificar se os três urubus que fazem parte da obra tinham autorização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama) para estarem expostos.

“Queremos ver a autorização do Ibama e verificar se os urubus estão sendo bem tratados”, explicou o investigador Mickey Alexander Santos.

Os animais ficarão até 12 de dezembro, data de encerramento desta edição da Bienal, expostos no vão central do pavilhão desenhado por Oscar Niemeyer no Parque do Ibirapuera.  E podem ali ser observados por visitantes nos três pavimentos do edifício e na rampa que une os andares.

Os bichos estão no interior de uma área delimitada por uma rede de proteção que compõe a obra de Nuno: três peças geométricas e três postes de areia negra com caixas de som em que se ouvem as músicas Bandeira Branca (cantada por Arnaldo Antunes), Carcará (por Mariana Aydar) e Boi da Cara Preta (por Dona Inah).

Protesto. O artista, no entanto, recebeu autorização do Ibama para expor os animais e os investigadores foram embora do prédio com uma cópia do documento.  Mas entidades protetoras dos animais aproveitaram para se manifestar contra a obra.

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