Polícia fará perícia em urubus

Estadão

27 de setembro de 2010 | 19h05

Cristiane Bomfim e Tiago Dantas

O Instituto de Criminalística (IC) vai fazer uma perícia na Bienal de São Paulo para verificar as condições em que estão confinados os três urubus que fazem parte da obra de arte Bandeira Branca, do artista plástico Nuno Ramos.  O pedido foi feito quinta-feira pela Delegacia do Meio Ambiente, que instaurou um inquérito para apurar se a exposição das aves fere algum artigo da lei ambiental.

Responsável pela obra, Ramos foi intimado a depor às 11h do dia 7 de outubro.  Ele não foi localizado ontem para comentar o assunto.  Semana passada, afirmou que os urubus “estão mais bem cuidados do que se estivessem na natureza”.  O objetivo dele é causar uma reflexão sobre o ciclo de vida e morte.  “Usei os animais pelo fascínio que eles trazem e pelo lado humano que todos eles têm. ”

Entidades de proteção animal reclamam que os urubus de cabeça amarela não estão recebendo alimentação adequada e convivendo com barulho e iluminação.  “Estamos preocupados com as aves.  Pode ser que uma delas esteja doente”, disse o comerciante José Carlos Orlandin, de 57 anos, presidente do Projeto Animais da Aldeia, que participou de uma manifestação no sábado.

A Fundação Bienal informou, por nota, que a obra “atende a todos os requisitos legais no que se refere ao trato e ao manejo dos animais”.  A Polícia Civil confirmou que o artista tem autorização do Ibama.  A ONG Centro de Recuperação e Preparação Animal (Cerpa) pediu para um médico veterinário elaborar um laudo sobre o impacto que o som, a iluminação e o excesso de visita.

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