Outra tarde de barulho pela liberação das aves

Estadão

03 de outubro de 2010 | 08h00

Pedro Antunes
“O que nós queremos?”, pergunta em tom de protesto um dos manifestantes. “Libertação animal”, respondem os outros 30, em uníssono. “Quando nós queremos?”, diz ele, novamente. “Agora.” E volta para a primeira pergunta. Quem puxa o coro é George Guimarães, de 36 anos, nutricionista e presidente-fundador da ONG Veddas (Vegetarianismo Ético, Defesa dos Direitos Animais e Sociedade). Às 15h18 de ontem, ele se acorrentou, com o colega ativista Aleixo de Souza, ao corrimão ao lado da controversa obra Bandeira Branca, de Nuno Ramos, que mantém três urubus na 29º Bienal de São Paulo.

Seis ONGs reuniram 30 manifestantes e protestaram pela libertação das aves, que tiveram sua liberação ordenada pelo Ibama de São Paulo na sexta-feira.  No fim de semana passado, já havia tido protestos e até pichação.

O barulho dos protestos incomodou alguns visitantes.  Um deles, inclusive, chegou a discutir com um manifestante, mas não houve violência.  Procurado pela reportagem, o autor Nuno Ramos preferiu não comentar o novo protesto: “As pessoas são livres para fazer o que quiserem”.

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