Laudo descarta haver maus-tratos

Estadão

09 de outubro de 2010 | 18h41


Luísa Alcalde

Um laudo assinado por dois veterinários e uma bióloga do Zoológico de São Paulo – após vistoria feita no dia 1º no espaço da Bienal onde está a obra Bandeira Branca – constatou que os urubus que integravam a instalação não estavam sofrendo maus-tratos.  A vistoria foi acompanhada pelo promotor do Meio Ambiente Marcos Lúcio Barreto, que averiguava denúncia feita ao Ministério Público (MP) de que as aves estavam sofrendo maus-tratos.  A acusação partiu de uma organização internacional de proteção animal.

No documento, os especialistas do zoológico constataram que as aves apresentavam comportamento normal para a espécie realizando “autolimpeza” ou ficando em “posição de descanso”.  E que as caixas de som que integram a obra, no momento da visita, apresentavam volume moderado.

Espaço suficiente

“Obras adjacentes a esta, porém, emitiam sons de volume moderado a alto.  Aparentemente, as aves não apresentavam sinais de estresse relacionados ao som”, escreveram.  Eles também consideraram que a área total da exposição, de 2.500 metros quadrados era espaço mais do que suficiente para manter os três exemplares da espécie.

A única observação do grupo foi em relação a falta de incidência de raios solares por se tratar de local fechado.  Eles anotaram que, diante disso, deveriam ser usadas lâmpadas de emissão de raios UVA e UVB 5.0 (próprias para aves) pois os urubus, até então, ficariam de 25 de setembro até 12 de dezembro no local.

Tudo o que sabemos sobre:

Ibamamaus-tratosNuno Ramosurubus

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: