Discursos e curiosidade abrem a 29ª Bienal

Estadão

25 de setembro de 2010 | 16h48

Camila Molina

A 29.ª Bienal de São Paulo teve no sábado, 24, sua abertura para o público no pavilhão da instituição, no Parque do Ibirapuera.  Clima de celebração e intensa visitação marcaram o primeiro dia da mostra, que reúne mais de 800 obras de 159 artistas nacionais e estrangeiros.

A inauguração oficial do evento foi iniciada por discursos do presidente da Bienal, Heitor Martins, do prefeito Gilberto Kassab (DEM), do ministro da Cultura, Juca Ferreira, e do governador Alberto Goldman (PSDB).  Em todas as falas, havia a menção de esta é a edição que marca a retomada da instituição no cenário cultural.  “Recuperamos a grandeza do evento num mundo globalizado”, afirmou Juca Ferreira.

Após os discursos oficiais, o público presente no piso térreo do pavilhão foi convidado a assistir a primeira performance da 29.ª Bienal, a apresentação de integrantes do Balé da Cidade de São Paulo com músicos do quarteto de cordas.  Começou às 11 horas, no espaço criado com módulos de papelão prensado projetado pelo arquiteto Carlos Teixeira.  O público ficou encantado com a delicadeza dos números encenados por bailarinos, espalhados em duplas ou em trios.

A polêmica em torno dos desenhos do artista pernambucano Gil Vicente, que se retratou prestes a executar dez líderes e personalidades da política como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso, atiçou a curiosidade dos visitantes que foram à abertura do evento.  “Quis vir ver essas obras antes que corresse o risco de tirá-las”, disse o médico paulistano Renato Ivam Barbosa, de 63 anos.

Oficina

Um dos destaques da programação hoje é a performance do Teatro Oficina, dirigida por José Celso Martinez Corrêa, a partir de O Bailado do Deus Morto, de Flávio de Carvalho.  No térreo, às 14h

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