Daniel Piza passou por lá

Estadão

10 de outubro de 2010 | 17h33

A 29.ª Bienal de Arte de São Paulo teve ampla acolhida da mídia, principalmente depois de ter literalmente renascido do vazio.  Mas é preciso andar muito para ver arte de qualidade.  As atenções acabam se concentrando nos conhecidos, como as homenagens a Flavio de Carvalho e ao pop politizado dos anos 60 e 70 (Cildo, Oiticica, etc.), o vídeo de 2 minutos de Godard sobre Sarajevo (“Cultura é regra, arte é exceção” – frase mais fácil que verdadeira) e o de Beckett.  Ou então só se fala dos urubus que Nuno Ramos cercou numa rede junto a dois monolitos que lembram usinas (o que deve ser alguma referência à morte na civilização industrial, etc., etc.), provocando protesto de sociedades que defendem animais.  Para não dizer que não falei das tais exceções, a série de pinturas Matéria Escura
de Rodrigo Andrade é muito interessante, por sua técnica e força, e os prumos da italiana Tatiana Trouvé brincam com a ideia de infinito.  A Bienal não está cheia.  Trecho do artigo Contra a bipolaridade, de Daniel Piza.

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