Bienal não tira urubus no prazo dado pelo Ibama

Estadão

07 de outubro de 2010 | 18h05


Viviane Biondo

O prazo para a retirada dos três urubus que estão em uma instalação na Bienal de São Paulo venceu na segunda-feira, 6.  Sexta-feira, 3, o Ibama de São Paulo notificou os responsáveis pela mostra e deu prazo de cinco dias para que as aves sejam devolvidas ao Parque dos Falcões, em Sergipe.  Mas até o fechamento da exposição, às 19h da segunda-feira, os animais continuavam na instalação do artista plástico Nuno Ramos, que está fora do País.  “Não sei quando será a retirada dos animais”, disse ele.

Em nota, os organizadores da Bienal informaram que a notificação seria analisada para que se encontrasse uma solução que atendesse às demandas ambientais e, dentro da lei, conciliasse com a liberdade de expressão do artista, para preservar a integridade da exposição.

De acordo com o Ibama de Sergipe, não há chances de que seja concedida nova permissão para que os animais permaneçam na exposição porque, segundo laudo emitido pela unidade de São Paulo, as instalações são inadequadas.  O Ibama de São Paulo não respondeu o que será feito caso a notificação não fosse atendida.  No entanto, segundo Gláucia Bispo, coordenadora de Núcleo de Fauna de Sergipe, haveria análise das causas pelas quais os animais foram mantidos.  “O Departamento Jurídico da instituição está acompanhando e tomará as providências cabíveis. ”

Para o advogado especialista em Direito Ambiental Hamilton Magalhães, o Ibama não precisa de autorização para entrar no prédio e tirar as aves.  “O flagrante de maus-tratos permite ao órgão fiscalizador entrar no local onde há confirmação de dano.”

Tudo o que sabemos sobre:

IbamaNuno RamosParque dos Falcõesurubus

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: