‘Toda a Orfandade do Mundo’: livro com escritos sobre Roberto Bolaño tem lançamento em SP
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‘Toda a Orfandade do Mundo’: livro com escritos sobre Roberto Bolaño tem lançamento em SP

Guilherme Sobota

31 Outubro 2016 | 11h34

Roberto Bolaño. Esse nome é capaz de despertar paixões obscuras, discussões fanáticas, saudades. Sua literatura é ao mesmo tempo indefinível e infinita – explorar o impacto que seus livros tiveram no Brasil (e também fora dele) é o objetivo do livro Toda a Orfandade do Mundo: Escritos sobre Roberto Bolaño, que a Editora Relicário lança em São Paulo nesta segunda-feira, 31, às 19h, na Livraria Blooks, (Shopping Frei Caneca – Rua Frei Caneca, 569, 3º Andar, Bela Vista), com a presença de Gustavo Silveira Ribeiro, um dos organizadores da obra.

SAO PAULO ARQUIVO 2003 SABATICO ROBERTO BOLANO FOTO dublin.cervantes.es/JERRY BAUER

Roberto Bolaño. FOTO dublin.cervantes.es/JERRY BAUER

Os organizadores perceberam uma “lacuna crítica, de uma espécie de titubeio do comentário, tanto no que se refere à obra de Roberto Bolaño, em particular, quanto, em geral, à literatura latino-americana contemporênea” (além de Silveira Ribeiro, Antonio Marcos Pereira).

A solução foi então convidar especialistas – 10 brasileiros e 1 norte-americano – para escrever sobre a literatura do escritor chileno, morto em 2003 aos 50 anos.

O livro é dividido em três partes: na primeira, é discutida a relação entre sua literatura e a violência; na segunda, aspectos formais da sua obra, e na terceira, mais livre, as relações entre a escrita de Bolaño e a vida.

Fica a sugestão.

Lançamento do livro “Toda a orfandade do mundo: escritos sobre Roberto Bolaño” (Relicário Edições) em São Paulo (SP).
Quando: 31 de outubro, segunda-feira, às 19h.
Onde: Blooks Livraria – Shopping Frei Caneca – Rua Frei Caneca, 569, 3º Andar, Bela Vista. Telefone: (11) 3259-2291.
Entrada gratuita. Livro à venda a R$40.

Trecho:

“Dos muitos temas que atravessam e marcam a obra de Bolaño um, decisivo e iniludível, é o da amizade. Amigos, Arturo Belano e Ulisses Lima – os célebres alter egos do próprio Bolaño e seu amigo mexicano, o escritor Mário Santiago Papasquiaro – aparecem em Os detetives selvagens e caminham, vidas paralelas, até o fim da obra. Peripatéticos no contemporâneo, a maior parte do tempo distantes e perdidos um do outro, mas sempre próximos da poesia, dos poetas e suas vidas vãs e boêmias, da Contracultura e das Esquerdas, da memória das utopias e suas perdições, desvarios e esgarçamentos. Esse tema é, também, matéria-prima e dinamizador desta coletânea, dos diversos textos que acolhe. Nascido da amizade, do pertencimento e da familiaridade, ele se dirige também ao desconhecido, aos encontros que a leitura e o acaso podem proporcionar”. (Da apresentação dos organizadores da obra)

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