Um Livro Por Semana: Tomara (‘No Fim Dá Certo’)
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Um Livro Por Semana: Tomara (‘No Fim Dá Certo’)

O livro de Fernando Sabino ganhou sua 11ª edição em 2020; e na Babel: a nova coleção da Quelônio e debate sobre arte e representatividade

Maria Fernanda Rodrigues

24 de julho de 2021 | 03h00

Um livro na estante que atrai o olhar sempre que passo por ele. O título como uma espécie de consolo, de esperança: No Fim Dá Certo. O livro de Fernando Sabino (1923-2004), que ganhou a 11.ª edição no ano passado, pela Record, traz 50 crônicas e histórias sobre tudo – dos Natais perdidos da infância aos ensinamentos do pai, passando por encontros com amigos, anedotas com escritores, o choque de gerações, a nostalgia do passado, assovios, etc. Pinçados aqui e ali, alguns trechos nos dizem muito hoje.

Fernando Sabino em 1994 (Foto: Carlos Chicarino/Estadão)

Em uma das crônicas, sobre um amigo que precisa poupar a voz, ele escreve: “Escutando sem falar, descobriu que todo mundo fala sem escutar”. Em outra, começa divagando sobre doce de coco, diz que entende o leitor que o acha cara de pau por escrever sobre seu doce preferido “numa época tão difícil como esta, de séria crise econômica, grave inquietação política e profundas convulsões sociais”, e conta a ideia que teve na última vez que comeu o quitute: “Um pouco de doçura não faz mal a ninguém”.

+ BABEL

Prosa e poesia

A Quelônio lança, no fim do mês, a coleção Canto Quebrado – de livros de poesia, de prosa ou de prosa e poesia. Um Novo Mar Dentro de Mim, com poemas de Maria Clara Escobar, abre a coleção. Estão previstos Dia Sim, Dia Não, Fazer Chantagem, de Maria Isabel Iorio, em setembro, e Arcano 13, de Marcelo Ariel e Guilhermo Gontijo Flores, em outubro. São edições com miolo impresso em off-set ou digital, capas feitas em tipografia e com costura aparente feita à máquina – fórmula encontrada pela Quelônio para continuar produzindo na pandemia.

Ensaios

O debate sobre a ausência e a presença de artistas negros, indígenas e dissidentes nos circuitos institucionais do Brasil é o ponto de partida de um livro que está sendo organizado pela curadora, escritora e pesquisadora Diane Lima e que sai pela Fósforo no início de 2022. Ele vai contar com a contribuição de mais de 40 vozes do cenário da arte contemporânea nacional a partir de contribuições ou aproximações com o pensamento curatorial. Haverá ainda análises de práticas curatoriais, artísticas e projetos expositivos.

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