Um Livro Por Semana: Recomeçar (‘O Dia em Que Meu Prédio Deu no Pé’, de Estevão Azevedo)
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Um Livro Por Semana: Recomeçar (‘O Dia em Que Meu Prédio Deu no Pé’, de Estevão Azevedo)

'O Dia em Que Meu Prédio Deu no Pé' é um lançamento da Companhia das Letras; e na Babel: depois de Monstro Rosa, vem aí Monstro Azul, de Olga de Dios; descobertas sobre Machado de Assis e 'Meu Nome Era Eileen', de Ottessa Moshfegh

Maria Fernanda Rodrigues

18 de setembro de 2021 | 05h00

Quando a história de O Dia em Que Meu Prédio Deu no Pé começa, o mundo como o conhecemos já acabou. Quem conta como tudo aconteceu, em uma carta à neta, é um avô que estava lá quando todas as construções brasileiras decidiram deixar as cidades. Esse é o ponto de partida do novo livro infantil de Estevão Azevedo, com ilustrações de Rômolo D’Hipólito e lançamento pela Companhia das Letras.

Ilustração de ‘O Dia em Que Meu Prédio Deu no Pé’ (Rômolo D’Hopólito)

Li essa obra coincidentemente ao mesmo tempo que li A Extinção das Abelhas, tema da capa do ‘Na Quarentena’ deste sábado, 18. Lá, o apocalipse e alguma possibilidade de recomeçar, de outro jeito. Aqui, o pós-apocalipse para crianças. Os prédios vão embora, as pessoas passam a viver nas ruas, outras vão para os campos ou matas. “Como um caracol escalando um galho, nosso modo de vida foi se transformando num passo lento e determinado”, escreve o avô. Leva tempo, ele nos mostra, para superar esse período de guerra, desamparo e incertezas. Para se reconectar com o essencial – e começar algo novo.

+ BABEL

Convivência, respeito e empatia

A Boitatá lança em 2022 Monstro Azul, a obra mais recente da espanhola Olga de Dios. Lançado em 2020, o livro protagonizado pelo personagem que já aparece no ótimo Monstro Rosa apresenta um grupo que cresceu tendo a certeza de que eram os melhores e poderiam viver sem se importar com as consequências de seus atos. Como viver e se divertir sem causar dano ao meio ambiente, questiona a obra sobre convivência, respeito e empatia.

O jovem Machado

Depois de anos de pesquisas sobre a juventude de Machado de Assis, Wilton José Marques lança, no ano que vem, pela Alameda, Machado de Assis e as Primeiras Incertezas (A Formação Literária, O Poema Inédito e o Malogro do Primeiro Livro).

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Algumas dessas descobertas foram contadas ao Estadão em primeira mão e é possível ler em:

Pesquisador descobre livro de Machado de Assis ignorado por um século e meio e nunca publicado
‘La Traviata’ e irmão de José de Alencar ajudam a desvendar origem da tradução de Machado de Assis

Romance de estreia

Meu Nome Era Eileen, de Ottessa Moshfegh, sai pela Todavia em novembro. É a história de uma mulher que se alterna entre o cuidado com o pai alcoólatra e o trabalho de secretária em uma prisão contada por uma narradora infeliz e um pouco maldosa. É o romance de estreia da autora de Meu Ano de Descanso e Relaxamento.

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