Um Livro Por Semana: Mente, ciência e fé (‘Reino Transcendente’)
As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Um Livro Por Semana: Mente, ciência e fé (‘Reino Transcendente’)

O livro de Yaa Gyasi é um lançamento da Rocco; e na Babel: 'Elas Marchavam Sob o Sol' em Moçambique e o massacre de Tulsa em livro

Maria Fernanda Rodrigues

14 de agosto de 2021 | 03h00

Gifty é a protagonista de Reino Transcendente, livro que Yaa Gyasi lança após sua festejada estreia com O Caminho de Casa. Os dois foram publicados aqui pela Rocco. O novo livro, de junho, é uma história mais íntima – a trajetória de uma família vítima de dois problemas urgentes: o vício em opioides nos Estados Unidos e o descaso com a saúde mental das pessoas pobres.

Ficção. Busca de cura para a dor (Foto: Justin Ide/Harvard University News Office/Reuters)

O primeiro atinge o irmão da narradora, um promissor atleta que se machuca, se vicia em remédios para dor, vai para outras drogas e segue ladeira abaixo até o fim. A ausência do pai, que abandona a casa, é uma marca para o adolescente, o primogênito desta família de imigrantes ganenses que vai para os EUA para dar um bom futuro ao menino. Com a morte do filho, a mãe conhece a depressão. Gifty que, pequena, vê a derrocada do irmão e a fragilidade da mãe, se torna uma neurocientista – e, às voltas com sua fé, sua dor e a mãe inerte na cama ao lado, vai dedicar sua vida para descobrir um tratamento que teria salvado sua família.

+ BABEL

Em Moçambique

Publicado recentemente pela Dublinense, Elas Marchavam Sob o Sol, o segundo romance de Cristina Judar, sobre violência, perseguição religiosa, perda de liberdade e de direitos, começa sua trajetória internacional com quatro edições em Moçambique. No início de 2022, sai em português moçambicano. Depois, em setembro, em outras três línguas nacionais: Macua, Sena e Changana. Quem comprou os direitos foi a Trinta Zero Nove, que este ano ganhou o London Book Fair International Excellence Award for Literary Translation Initiatives.

Massacre de Tulsa

A Fósforo comprou os direitos de The Nation Must Awake: My Witness to the Tulsa Race Massacre of 1921, de Mary E. Jones Parrish. A obra é o testemunho da autora, que conseguiu fugir com a filha. Publicado em 1923, o livro caiu no esquecimento, como o próprio massacre de dois anos antes – que hoje é reconhecido como o pior episódio de violência racial nos EUA. Anneliese M. Bruner, a tataraneta de Mary Parrish, resgatou o livro em 2021, reeditou e escreveu um posfácio. Sai no Brasil no ano que vem.

Tudo o que sabemos sobre:

livroLiteraturaTulsaMercado Editorial

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.