Um Livro Por Semana #44: Sacrifício (Apague a Luz se for Chorar)
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Um Livro Por Semana #44: Sacrifício (Apague a Luz se for Chorar)

Apague a Luz se for Chorar é a estreia literária de Fabiane Guimarães; e na Babel: O novo romance de Cristina Judar e Adeline Dieudonné

Maria Fernanda Rodrigues

27 de fevereiro de 2021 | 03h00

Filha temporã, Cecília sempre teve medo de que os pais morressem logo. Que não estivessem ali no seu aniversário de 18 anos, não fossem à sua formatura ou a vissem entrando no igreja no dia do seu casamento. E no entanto eles sempre estiveram ao seu lado – até o começo da história de Apague a Luz se for Chorar (Alfaguara, 176 págs.; R$ 59,90; R$ 39,90 o e-book).

Obra se passa em Pirenópolis e Brasília (Foto: Mauricio Maraes/Estadão)

Quando começarmos a ler o romance de estreia da escritora goiana Fabiane Guimarães, lançado este mês, Cecília está a caminho de Pirenópolis, cidade que o casal escolheu para viver depois da aposentadoria. Pai e mãe estão no necrotério. Morreram quase ao mesmo tempo. Foram encontrados tranquilos, de mãos dadas.

Cecília começa a desconfiar de tudo e de todos, e tenta descobrir o que de fato aconteceu com eles. Sua história é intercalada com a de João, veterinário como ela, pai solteiro de um menino com paralisia cerebral. Um suspense sobre família, despedidas, escolhas e sacrifícios.

+ BABEL

Novo romance

Elas Marchavam Sob o Sol é o título do segundo romance de Cristina Judar (foto), vencedora do Prêmio São Paulo 2018 com Oito do Sete, sua estreia no gênero. O livro sai em abril pela Dublinense e intercala a história de duas jovens às vésperas dos 18 anos. A obra é baseada em um extenso trabalho da autora sobre o que é ser mulher no Brasil e no mundo (tanto hoje como nas últimas décadas – e o livro volta à ditadura militar) e conecta-se ao presente ao tocar em questões como violência, perseguição religiosa, perda da liberdade e dos direitos, entre outras.

Literatura belga

Quando a editora Nós comprou os direitos de La Vraie Vie no ano passado, ele era só um belo livro de estreia da belga Adeline Dieudonné (1982). Agora, soma 250 mil exemplares vendidos e traduções em 21 idiomas. Sai em julho, é narrado por uma adolescente que vive num condomínio de classe média nos anos 70 e gira em torno de uma família cheia de conflitos – história, também de violência doméstica, que acompanhamos enquanto essa narradora vai crescendo e descobrindo sua condição de mulher.

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