Um Livro Por Semana #13: Um pouco de amor (‘Cartas Extraordinárias: Amor’)
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Um Livro Por Semana #13: Um pouco de amor (‘Cartas Extraordinárias: Amor’)

'Cartas Extraordinárias: Amor' é um lançamento da Companhia das Letras; e ainda na Babel: romance de Gilles Lapouge e os livros que deram origem à série 'Doces Magnólias'

Maria Fernanda Rodrigues

13 de junho de 2020 | 03h00

Quando a namorada de Shaun Usher se mudou para longe, em 2002, o casal decidiu manter contato à moda antiga. Aquelas cartas apaziguaram a distância, divertiram os dois e serviram de pontapé para um projeto dele, o blog Letters of Note, de 2009, que ele chama de museu de correspondências.

De quando em quando, ele vasculha esse acervo e organiza um volume temático (este ano já lançou, na Inglaterra, compilações sobre música, gatos, guerra e arte, por exemplo). Sua estreia, aqui, em 2015, foi Cartas Extraordinárias.

Agora, lança Cartas Extraordinárias: Amor. São fragmentos de um momento de felicidade, dúvida, desespero ou tristeza. Pessoas públicas em momentos de intimidade. A reprodução é acompanhada de um breve texto sobre seu contexto e a versão brasileira traz duas cartas que não constam da original: uma em que Machado de Assis fala sobre a morte da mulher para Joaquim Nabuco e outra de Paulo Mendes Campos. Publicada como crônica, é uma carta de despedida dele para sua companheira, a garrafa de uísque.

Nelson Mandela e Winnie, depois da prisão e antes da separação

O livro é aberto pela terna resposta de John Steinbeck para seu filho Thom que, aos 14 e vivendo em colégio interno, se descobriu apaixonado. “Não se preocupe com as perdas. O importante é não ter pressa. O que é bom não escapa”, aconselhou. Há cartas de Simone de Beauvoir para Nelson Algren (“sou mais da tristeza árida que do ódio frio”). De Isaac Forman, em que o escravizado que fugiu pedia ajuda para encontrar a mulher. De Juliette Drouet para o amante Victor Hugo – ela chamou o autor de Os Miseráveis de “meu lindo passarinho”. De Nelson Mandela, na prisão, para Winnie, também na prisão (“a esperança é uma arma poderosa”). De Marina Tsvetaeva para Rilke, de Beethoven, Frida Khalo e muitas outras pessoas. Uma leitura mais leve – e um pouco de humanidade para esses tempos.

CARTAS EXTRAORDINÁRIAS: AMOR
Org.: Shaun Usher
Trad.: Mariana Delfini
Editora: Companhia das Letras
(160 págs.; R$ 44,90; R$ 29,90 o e-book)

 

+ BABEL

Lapouge romancista
‘Noites Tranquilas em Belém’ é o título do romance do jornalista francês Gilles Lapouge, correspondente do Estadão, que foi publicado em 2015 e que está no prelo da Pontes Editores. Dele, ela publicou também , em 1994, ‘Equinociais: Viagens Pelo Brasil dos Confins’. O livro sai da gráfica nos próximos dias.

Romance em série
Sai em julho, pela Harlequin, ‘Linda Conquista’, o primeiro volume da série de 11 títulos de Sherryl Woods que deu origem a ‘Doces Magnólias’. A série, que estreou na Netflix no mês passado, acompanha três amigas vivendo em Serenity, na Carolina do Sul, e o primeiro livro é centrado na personagem Maddie Townsend. Enlouquecida com os filhos, ela está tentando lidar com as consequências da decisão do ex-marido, que trocou a família pela amante grávida.

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