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Tradicional pesquisa do mercado editorial deixa de ser feita pela Fipe em 2020

Depois de 15 anos sob responsabilidade da Fipe, CBL e Snel passam a Pesquisa Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro para a Nielsen Book

Maria Fernanda Rodrigues

08 de janeiro de 2020 | 10h13

A Pesquisa Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro, que acompanha, anualmente, o desempenho do mercado editorial, deixará de ser feita pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), órgão ligado à Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP, e ficará sob responsabilidade da Nielsen Book, uma empresa com atuação internacional no monitoramento da venda de livros.

A mudança acaba de ser anunciada pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) e pelo Sindicato Nacional de Editores de Livros (SNEL), entidades que encomendam e coordenam a pesquisa que chega agora à sua 16.ª edição. Os resultados do ano-base 2019 serão revelados em abril.

Livraria Cultura do Conjunto Nacional (Foto: Amanda Perobelli/Estadão)

A ideia é que o conteúdo digital ganhe mais visibilidade na próxima edição da pesquisa, e CBL e SNEL garantem que seguirá os mesmo critérios de antes e que “continuará por ora com o mesmo modelo de questionário consolidado ao longo dos últimos anos”, segundo o comunicado.

A economista Mariana Bueno, da Fipe, passa a integrar a equipe da Nielsen – que já faz, mensalmente, em parceria com o SNEL, o Painel do Varejo de Livros no Brasil.

Na Pesquisa Produção e Venda do Setor Editorial, as informações são fornecidas pelas próprias editoras. Elas começam a responder o questionário no dia 15.

No fim do ano passado, a Câmara Brasileira do Livro se tornou a Agência Brasileira de ISBN – nos últimos 40 anos, a Fundação Biblioteca Nacional emitiu o ISBN no Brasil. A mudança passa a valer em março e vai resultar na perda de R$ 4 milhões anuais para a Biblioteca Nacional.

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