São Paulo ganha mais uma livraria: a Cabeceira
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São Paulo ganha mais uma livraria: a Cabeceira

E ainda na Babel: Grua começa a publicar livros infantis e juvenis e Débora Ferraz lança novo romance depois do premiado 'Enquanto Deus Não Está Olhando'

Maria Fernanda Rodrigues

30 de abril de 2022 | 03h00

Livraria Cabeceira abre as portas na Vila Romana

A Cabeceira, mais nova livraria de São Paulo, abre as portas nesta terça-feira, 3. Ela fica num sobrado de 130 m2 na Praça Alfredo Weiszflog, 38 e vai funcionar das 10h às 20h (nos dias de eventos, até um pouco mais tarde). É a única livraria da Vila Romana.

livraria cabeceira

Projeto da Livraria Cabeceira (Foto: Reprodução/Cabeceira)

O projeto é dos irmãos Adauto Leva e Fabíola Nabuco Leva, que aproveitam o fim de semana para os últimos ajustes. Ela será inaugurada com 3.500 títulos (a ideia é ter 6 mil em um ano) e o acervo é composto principalmente de literatura brasileira – mas vai ter também literatura estrangeira, humanidades em geral, divulgação científica, biografias, artes, gastronomia e infantojuvenis.

Uma das novidades é que os livros não serão organizados da maneira tradicional, por gênero ou autor, mas, sim, por temas. Outro destaque vai ser a seção Saudades da Cosac, com uma seleção de exemplares novos garimpados quando a editora fechou e guardados com cuidado até hoje. Vai ter uma café e, no mezanino, espaço para cursos, eventos, sessões de autógrafos e exposições.

Adauto é escritor e foi sócio-fundador da editora Grua, onde permaneceu nos dois primeiros anos da casa. Fabíola é advogada. Os dois prestam ainda uma homenagem à mãe, que foi professora de literatura, com uma estante com os autores de que ela gostava.

Grua começa a publicar livros para crianças

E por falar em Grua (e também em Cosac Naify), a editora de Carlos Eduardo de Magalhães entra, ainda neste semestre, no mercado de livros para a infância. Lucia Mesquita de Magalhães será a responsável pela nova área da editora e dois livros estão no prelo. Um deles é uma reedição. Minhas Contas, com texto de Luiz Antonio e ilustrações de Daniel Kondo, que celebra o candomblé e toca na questão da intolerância religiosa, saiu pela Cosac Naify em 2008 e volta agora às livrarias. O outro é o canadense As Baleias e Nós (abaixo), de India Desjardins com ilustrações de Nathalie Dion.

“O critério fundamental da Grua se estende para a vertente da infância: livros de que gostamos, livros de qualidade – parece óbvio, mas isso significa que corremos mais riscos, que a expectativa do volume de vendas não é o primeiro critério”, explica Lucia. Ela diz ainda que no projeto estão previstos livros de ficção e informativos e que espera que as crianças encontrem nessas obras “possibilidades de ampliação do seu repertório simbólico (algo fundamental para enfrentar a vida) e oportunidades de saber mais sobre o mundo (em todos os seus aspectos, de naturezas culturais ou naturais)”.

Depois de ‘Enquanto Deus Não Está Olhando’

Débora Ferraz, vencedora dos prêmios Sesc e São Paulo de Literatura com seu romance de estreia Enquanto Deus Não Está Olhando (Record), vai lançar um novo livro pela DBA. O Sombrio Coração da Inocência mescla lembranças adolescentes com uma atmosfera de thriller. No romance, previsto para novembro, a morte trágica de duas crianças na Paraíba ecoa por décadas na vida de Tito, que abandona tudo para viajar a Norwich, na Inglaterra, em busca de respostas para a sua vida.

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