Os últimos dias de Graciliano Ramos na prisão são recontados por Nelson Cruz
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Os últimos dias de Graciliano Ramos na prisão são recontados por Nelson Cruz

E mais na coluna de 6/2: 'Autobiografia do Poeta-escravo' saindo em Cuba, a origem do indianismo romântico, 'A História (Quase Verdadeira) do Soldado Desconhecido', Prêmio Costa, etc.

Maria Fernanda Rodrigues

05 de fevereiro de 2016 | 22h47

JUVENIL
Os últimos dias de Graciliano Ramos na prisão em texto e imagem

graciliano ramos

Nelson Cruz reconta, em texto e imagem, a parte final de Memórias do Cárcere em O Escritor na Capela, que as Edições SM lançam este mês para leitores a partir dos 12 (mas pode interessar aos mais velhos também). O livro fala sobre os últimos meses de Graciliano Ramos (1892-1953) como preso político, quando ele foi transferido da Colônia Correcional, na Ilha Grande, para o presídio da Frei Caneca, no Rio, em 1936. O livro fecha a trilogia em que Nelson reflete sobre o processo criativo de escritores. Os outros dois são: No Longe dos Gerais, sobre Guimarães Rosa, e A Máquina do Poeta, sobre Drummond.

graciliano

 

BIOGRAFIA
O poeta escravo
Autobiografia do Poeta-escravo, obra escrita pelo cubano Juan Francisco Manzano por volta de 1835, quando ele ainda era escravo, foi lançada aqui em 2015. Agora, a obra será lançada na Feira do Livro de Havana, 44 anos depois da última edição cubana. O volume conta com cerca de 400 notas do brasileiro Alex Castro, responsável também pela edição da Hedra.

CRÍTICA
O poeta sem livro
Wilton Marques, professor de literatura, lança, nos próximos dias, pela editora Unicamp, O Poeta Sem Livro e a Pietà Indígena – sua pesquisa sobre Firmino Rodrigues Silva, que nunca publicou um livro de poemas, mas escreveu Nênia à morte do meu bom amigo o Dr. Francisco Bernardino Ribeiro, poema que foi um dos primeiros referenciais fundantes do indianismo romântico e bem antes de Gonçalves Dias entrar na história.

HISTÓRIA
Todos em um
O historiador italiano Emilio Franzina lança, em SP, em abril, A História (Quase Verdadeira) do Soldado Desconhecido. É a construção da biografia imaginária de um soldado que morreu na Primeira Guerra Mundial – e nunca foi identificado – por meio de fragmentos de vida colhidos em cartas e outras narrativas. Sai pelo selo Martins nas comemorações do Ano da Itália na América Latina.

FICÇÃO
Verdades e mentiras
Livro do ano do Costa Prize, A Árvore da Mentira, de Frances Hardinge, será lançado em março pela Novo Século. Desde 2001, uma história juvenil não ganhava o prêmio principal. Faith procura pistas sobre a morte do pai quando descobre uma árvore que só cresce saudável e dá frutos quando ouve mentiras. Para quem come o fruto, ela sussurra de volta uma verdade – e quanto maior a mentira, e quanto mais gente acreditar nela, maior será a verdade revelada.

RELIGIÃO
Leitores fiéis
Em 2014, ano da mais recente pesquisa Fipe, o mercado de livros religiosos foi o segundo que mais cresceu no País – perdeu para didáticos. A contribuição vem de leitores de todas as crenças – e, quando tem filme e novela atrelados, o resultado pode ser ainda melhor.
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A Thomas Nelson Brasil, por exemplo, está indo para a 4.ª reimpressão de Os Dez Mandamentos – Volume 1. Escrito depois da novela e antes do filme, já vendeu 20 mil exemplares. E o 2.º volume acaba de ser reimpresso. Enquanto isso, a editora prepara o lançamento de Deus Não Está Morto 2. O primeiro vendeu 80 mil exemplares e, em abril, a obra vira filme.

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