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Sérgio Sant’Anna: “Não sei o que dizer sobre Paulo Coelho. Na verdade, não me interessa muito Paulo Coelho”

Maria Fernanda Rodrigues

08 de outubro de 2013 | 10h33

Maria Fernanda Rodrigues
Enviada Especial / Frankfurt

Pouco frequentes no Brasil, as leituras são as atrações preferidas dos alemães quando o assunto é literatura.  E como somos o País homenageado da Feira do Livro de Frankfurt este ano, eles estão aproveitando alguns autores da comitiva brasileira com livros traduzidos para o alemão para encontros desses tipo em lugares variados da cidades.

Ontem à noite, Sérgio Sant’Anna e Patricia Melo levaram cerca de 50 pessoas à Biblioteca Central de Frankfurt. Quase lotou o espaço. Ele leu o conto O Dia em Que Não Matei Bertrand. Ela, trecho de Ladrão de Cadáveres.

Pouco dinâmica, a atividade consiste na leitura do autor de um trecho de uma obra e na leitura do tradutor da versão em alemão. Duas ou três perguntas no final agitam um pouco o encontro. E no de ontem as pessoas quiseram saber sobre a ausência de Paulo Coelho na feira – por causa da entrevista concedida ao Die Welt e sobre a qual o Estadão escreveu no sábado – sobre a atual situação cultural e econômica brasileira.

“Nunca li. Nunca tive vontade. Se ele viesse, ele ficaria deslocado na comitiva brasileira. Na verdade, li um capítulo. Não é bom. Não sei o que dizer sobre Paulo Coelho. Na verdade, não me interessa muito Paulo Coelho”, disse Sant’Anna.

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