Livraria Cultura fecha sua última loja no Rio de Janeiro
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Livraria Cultura fecha sua última loja no Rio de Janeiro

A loja da Cultura do Shopping Fashion Mall foi inaugurada em dezembro de 2011; na semana passada, a Livraria Cultura encerrou, também, as atividades da do Cine Vitória

Maria Fernanda Rodrigues

17 Outubro 2018 | 15h03

Quatro dias depois de anunciar o encerramento das atividades de sua maior loja no Rio de Janeiro, a do Cine Vitória, na Cinelândia, a Livraria Cultura anunciou na terça-feira, 16, que estava fechando, também, a loja do Fashion Mall – sua primeira na cidade, inaugurada em dezembro de 2011. O movimento era esperado já que no comunicado enviado à imprensa, no dia 11, a Cultura falava que passaria a atender seu cliente carioca por meio de seu e-commerce. Questionada pela coluna sobre o futuro da livraria do Fashion Mall naquele dia, a empresa só respondeu ontem confirmado seu fechamento.

livraria cultura

A loja do Fashion Mall foi a primeira da Cultura no Rio de Janeiro (Foto: Livraria Cultura)

O anúncio foi feito no mesmo dia em que a rede da família Herz via sua loja do Conjunto Nacional ser palco de um protesto de ex-funcionários da Fnac cobrando o pagamento de seus direitos trabalhistas. Vale lembrar que há pouco mais de um ano a Cultura comprou a operação da rede francesa no Brasil e no dia 17 de setembro ela fechou a penúltima loja da Fnac no País, a da Avenida Paulista, e ontem, 16, fechou a derradeira – a do Shopping Flamboyant, em Goiânia.

Ao que tudo indica, a Cultura não desistiu de Goiânia. No primeiro semestre de 2019, ela disse que deve inaugurar uma loja com sua própria marca onde funcionava até ontem a da Fnac. A ver como os próximos meses serão para ela que é uma das principais redes de livrarias do Brasil e que nos últimos meses fechou lojas, demitiu funcionários e atrasou – vem atrasando – o pagamento de seus fornecedores, dificultando ainda mais a vida das editoras que enfrentam uma das piores crises do mercado editorial.

O comunicado enviado pela Livraria Cultura nesta terça, 17, repete o que havia sido dito na semana passada:

“Com este movimento, a empresa segue rigorosamente o plano estratégico traçado para os próximos anos: manter unidades com boa performance, enriquecer cada vez mais a experiência do cliente em loja e crescer significativamente no e-commerce.

Diante do cenário de incertezas no país, não podemos ser irresponsáveis a ponto de manter lojas deficitárias. Portanto, como já é de conhecimento público, tomamos a decisão de trabalhar com poucas, mas ótimas lojas físicas em diferentes cidades, na busca contínua de um serviço impecável ao consumidor.

Num mundo cada vez mais conectado, consumidores em qualquer parte do Brasil ou do mundo podem comprar pelos canais de e-commerce. Dentro desse contexto, nossas lojas físicas vão se diferenciar, cada vez mais, como pontos de lazer, entretenimento & consumo cultural, entregando aos clientes algo que vai muito além de produtos: experiências que transformam.”

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