João Silvério Trevisan lança romance autobiográfico
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João Silvério Trevisan lança romance autobiográfico

E mais na Babel: antologia de poesia homoerótica a caminho das livrarias, Beatriz Bracher nos EUA, Miguel Conde na Revista Pessoa, a infância, a guerra e Ruanda e novos livros sobre a 2ª Guerra Mundial

Maria Fernanda Rodrigues

20 Maio 2017 | 06h30

NACIONAL
João Silvério Trevisan lança romance autobiográfico

joão silvério trevisan

(Foto: Luiz Melo)

“As violências que a criança sofre dificilmente são superadas sem que fiquem cicatrizes que se abrem”, diz o escritor João Silvério Trevisan. Aos 70, no meio de uma depressão, começou a examinar sua história e viu que a marca de seu pai, um homem infeliz e ausente, que tinha como único recurso a bebida, era mais forte do que ele poderia imaginar. Agora, às vésperas de completar 73 anos, ele coloca o ponto final no seu livro mais difícil: Pai, Pai, previsto pela Alfaguara para setembro. Mais que uma imersão em situações difíceis como as que se referem à sexualidade ou o retrato de uma geração, a obra reflete o processo da descoberta do perdão – “como nasce a ideia do perdão numa selva de dores, mágoas e ressentimentos”. Para 2018, a editora prevê edição ampliada de Devassos no Paraíso, livro referência sobre a história da homossexualidade no Brasil esgotado há anos.

CLÁSSICO
Poesia latina
A Autêntica lança, nos próximos dias, Por Que Calar Nossos Amores?, antologia bilíngue com poemas latinos de temática homoerótica escritos entre a idade arcaica e o período imperial.

TRADUÇÃO
Contrato duplo
Beatriz Bracher acaba de vender os direitos autorais de Antonio e Não Falei para a editora americana New Directions.

INTERNET
Podcast literário
O jornalista Miguel Conde estreia, em julho, o Chamada Literária, podcast mensal da Revista Pessoa em que entrevista pessoas do meio literário.

FICÇÃO
A criança e a guerra
Foi com Petit Pays que o rapper francês de origem ruandesa Gaël Faye, 34, estreou na literatura. Seu narrador é Gabriel, um garoto de 10 anos que, de repente, em 1992, é expulso de sua idílica infância. Seu país está em guerra civil, sua família é separada e nada de bom vai acontecer tão cedo – realidade que o autor conhece bem.
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Vencedor do Prix Goncourt des Lycéens, Prix du Roman des Étudiants France Culture-Télérama e Prix du Premier Roman, o livro sairá aqui, no 1.º semestre de 2018, pela Rádio Londres.

EVENTO
Inclusão e educação
Por falar em crianças e guerras, a Pulo do Gato promove, em seu espaço na Vila Buarque, dia 26, às 18 h, o debate Para Onde Vamos? Conversas sobre Infância, Refúgio e Educação.

NÃO FICÇÃO
Literatura judaica
Santuários Heterodoxos: Subjetividade e Heresia na Literatura Judaica da Europa Central é o título do novo livro de Luis S. Krausz, professor da USP e autor dos romances premiados Deserto e Bazar Paraná. A obra investiga as representações literárias de heresias judaicas e analisa o papel das heresias no surgimento de uma literatura judaica de caráter profano. Sai em breve pela Edusp.

HISTÓRIA
Resistência
Três livros sobre a Segunda Guerra Mundial estão no horizonte da Planeta. No fim do ano, ela lança Sons & Soldiers, do jornalista Bruce Henderson, sobre um grupo de judeus-alemães que voltaram à Alemanha nazista como soldados disfarçados do exército americano para recolher informações táticas.
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Para 2018 estão previstos Women of no Importance, biografia da espiã americana Virginia Hall, escrita pela jornalista britânica Sonia Purnell e cujos direitos já foram vendidos para o cinema, e The Tattooist of Auschwitz, que conta a história de Lale Sokolov, um judeu que viveu em Auschwitz e tatuava os prisioneiros dos campos de concentração.

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