ISBN deixa de ser feito pela Biblioteca Nacional em 2020
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ISBN deixa de ser feito pela Biblioteca Nacional em 2020

Câmara Brasileira do Livro assume o serviço de emissão do ISBN em março

Maria Fernanda Rodrigues

18 de dezembro de 2019 | 08h53

O ISBN (International Standard Book Number) foi criado em 1967 por editores ingleses, se tornou internacional 10 anos depois e desde 1978 é concedido, no Brasil, pela Biblioteca Nacional. Trata-se do código que identifica um livro (título, autor, país, editora, formato) e que vem impresso na quarta capa do volume.

A partir do dia 1.º de março de 2020, ele passa a ser concedido pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), entidade que congrega editores, livreiros e distribuidores e que tentava, há anos, ser a Agência Brasileira de ISBN. Portanto, até 28 de fevereiro, quem precisar emitir um ISBN ainda deve procurar a Biblioteca Nacional e a Fundação Miguel de Cervantes, sua parceira na prestação do serviço.

Foto: Werther Santana/Estadão)

Para o mercado editorial, essa mudança pode significar agilidade e profissionalismo. Anos atrás, por causa de uma greve na Biblioteca Nacional, editoras ficaram até 60 dias sem conseguir o código. Há, por outro lado, receio de que essas informações sejam de responsabilidade apenas de uma entidade privada.

A mudança ocorre no momento em que o contrato entre Biblioteca Nacional e Agência Internacional de ISBN estava para ser renovado e garantiu à CBL a chance de assumir o serviço no País.

O preço será mantido. Um ISBN custa R$ 22. Quem quiser também o código de barras paga mais R$ 36. Para solicitar o serviço, é preciso ser cadastrado – e esse cadastro custa R$ 290. Isso tudo será feito por meio do site www.isbn.org.br, que ainda está em construção.

 

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