Editoras best-sellers e independentes se encontram na Feira do Livro de Frankfurt
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Editoras best-sellers e independentes se encontram na Feira do Livro de Frankfurt

Também best-sellers, os escritores Isabel Allende e Ken Follett participaram da feira nesta quinta

Maria Fernanda Rodrigues

15 Outubro 2015 | 18h08

feira do livro de frankfurt

Hoje foi o dia dos best-sellers na Feira do Livro de Frankfurt. Primeiro, Ken Follett falou sobre a adaptação de seu livro ‘Os Pilares da Terra’ para game. Depois, a chilena Isabel Allende participou de duas conversas com o público.

Ela está lançando ‘O Amante Japonês’, e falou sobre ele, sobre humor, amor, memória e razões para escrever. A escritora se apresentou como feminista. “Toda mulher inteligente é feminista. Ah, não gosta do nome? Então muda o nome, mas o trabalho tem que ser feito”, disse.

Ela contou que começa a escrever sem saber quem serão os personagens e o que eles se tornarão e que, aos poucos, vai entrando na pele deles. Com o jornalismo, que ela exerceu, aprendeu a conduzir entrevistas e a chegar a um assunto que a interesse. Tem medo de ter de depender de alguém. É inspirada pelas pessoas e pelas histórias que ouve – e “pela memória que fica comigo e que geralmente machuca”.

Isabel Allende falou também sobre seus livros de memória, sobretudo sobre ‘Paula’. “Minha filha estava em coma havia um ano e o que eu vivia era só dor, dor e dor. Quando escrevi, pude repassar os dias daquele ano. Foi catártico. Escrever me ajudou a entender. Então, escrevo para entender.”

Ela deixou dois recados para quem quer escrever um livro: sem treino não se pode entrar no jogo e se algo não está funcionando no texto é porque não é para estar ali.

Ainda sobre best-sellers, Marcos da Veiga Pereira, sócio da Sextante, a editora com mais títulos nas listas de mais vendidos este ano, participou de uma conversa com o editor inglês Andrew Franklin no Business Center, espaço nobre da feira. Ele foi convidado pela organização a falar sobre como é ser editor independente no Brasil. Foi irônico, já que a Sextante é uma das editoras de maior sucesso comercial do País. Mas, como não pertence a nenhum grupo editorial estrangeiro, ela é de fato independente. Irônico também porque na mesma hora, no diminuto auditório do estande coletivo do Brasil, Raquel Menezes, proprietária da Oficina de Raquel e presidente da Liga Brasileira de Editoras, Cide Pique, editor da 34 e Gustavo Faraon, da Dublinense, debatiam as vantagens e desvantagens de ser independentes.

Marcos Pereira voltou a defender a lei do preço fixo do livro, disse que a Amazon vai demorar para ter sucesso na venda de livro físico e comentou que a Sextante não está à venda, mas que ele adora “conversar”. Mais sobre esse debate na edição de sexta do Estadão.

E mais:

2016
Holanda e Flandres disseram o vão montar um museu e um teatro no pavilhão que ocuparão em 2016 como países convidados. A programação se estenderá para outras 7 cidades alemãs.

Criatividade
A agência literária inglesa Peters Fraser Dunlop virou editora e vai publicar e-books de seus autores.

Dublê
David Lagercrantz vai escrever mais dois títulos da série ‘Millennium’ como se fosse Stieg Larsson. O 1º, ‘A Garota na Teia de Aranha’, foi lançado há pouco.

Livraria
A Associação de Editores do Reino Unido faz concurso para saber qual é a ‘livraria do ano’. As inscrições vão até 16/1.

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