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Diário da Flip – 4/7/15

O sábado na Festa Literária Internacional de Paraty

Maria Fernanda Rodrigues

04 Julho 2015 | 09h00

19h08
Tóibín e Mann
Antes de embarcar para o Brasil, o escritor irlandês Colm Tóibín disse, em entrevista ao ‘Estado’, que voltaria à Flip – sua primeira vez foi em 2004 -, também porque nadar. Fez tempo feio durante todo o evento. Ele então aproveitou o tempo vago na sexta-feira para visitar a casa onde a mãe de Thomas Mann cresceu. (Maria Fernanda Rodrigues)

18h07
Sábado à noite em Paraty
Para que não se interessar pelo debate sobre narcotráfico, que reunirá os jornalistas Ioan Grillo e Diego Enrique Osorno, substitutos do italiano Roberto Saviano, a partir das 19h30, na Tenda do Telão, há quatro boas opções na cidade. Na Casa Libre Nuvem de Livros, a psicanalista Maria Rita Kehl fala, às 19h, sobre o tema Diferença e Contemporaneidade com a professora de literatura portuguesa Madalena Vaz-Pinto. Também às 19h, na Casa Rocco, Jacques Fux e Eliane Robert de Moraes participam do encontro Brochadas: Confissões Sexuais e Invenções Literárias. Às 20h, na Casa Literária e Gastronômica, da Câmara Brasileira do Livro e Senac, Roger Mello e Marcelino Freire, que já venceram o Prêmio Jabuti, participam de um bate-papo sobre o impacto do prêmio na criação literária e na promoção do trabalho do autor. Na mesma hora, na Casa Cais, o escritor português Gonçalo M. Tavares fala sobre a obra de Mário de Andrade. (Maria Fernanda Rodrigues)

17h45
Leitura de poemas
Arnaldo Antunes lotou a Casa de Cultura no final da tarde deste sábado. Durante o encontro, promovido pelo Philos, canal on demand, ele e o público assistiram a um vídeo em que Adriana Calcanhotto o entrevista. Depois da exibição de Poesia em Movimento, ele, que acaba de lançar Aqui Ninguém Precisa de Si, pela Companhia das Letras, leu poemas. Não quis falar muito para não estragar o debate de mais tarde. Às 21h30, ele conversa com Karina Bhur, autora de Desperdiçando Rima (Rocco), na Tenda dos Autores. (Maria Fernanda Rodrigues)

12h10
Outros festivais
Começa daqui a pouco, às 12h30, o debate Eventos Literários: Como contribuir para a construção de uma sociedade leitora, na programação paralela da Flip – a organização é do Instituto C&A. Participam Mauro Munhoz, diretor da Associação Casa Azul; Guiomar Grammont, coordenadora do Fórum das Letras, da Universidade Federal de Ouro Preto; e Tânia Mariza Kuchenbecker Rosing, ex-coordenadora da Jornada de Passo Fundo. Todos os anos, a Flip vira palco para a divulgação de outros eventos. A Fliporto, por exemplo, sempre anunciava alguns nomes da programação – este ano, porém, vemos apenas alguns folders espalhados.
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Ontem, a Fundação Holandesa das Letras aproveitou para anunciar, a jornalistas, parte da programação do Café Amsterdã, que ela realiza de 26 a 30 de agosto, em São Paulo, e de 1 a 5 de setembro, no Rio. Oito autores holandeses participam do festival, que contará, ainda, com a participação de escritores brasileiros – é esta parte da agenda que deve ser fechada em uma ou duas semanas, disseram. Os holandeses são: Arjen Duiker, Arnon Grunberg, Toine Heijmans, Marjolijn Hof, Ton Meijer, Janny van der Molen, Babara Stok e Tommy Wieringa. Todos eles com livros publicados no Brasil ou a caminho das livrarias.
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Segundo Marteen Valken, representante da fundação, há cerca de 75 títulos de autores holandeses publicados no País. No momento, são 25 traduções em andamento. Além dele, participaram do encontro Irma Boom, designer de livro que está dando uma oficina da Flip e cujo trabalho será tema de exposição na Biblioteca Mario de Andrade, e Arjen Uijterlinde, cônsul-geral da Holanda no Rio.
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Publicamos uma matéria sobre o tema recentemente: Festival vai apresentar panorama da literatura holandesa. E também uma entrevista com Toine Heijmans, um dos convidados: Uma história de sonho, medo, delírio e esperança.

(Maria Fernanda Rodrigues)

9h00
Contra a censura
Na Flip, profissionais do mercado editorial comentam a decisão do senador Romário de tirar do projeto de lei que trata das biografias a emenda sugerida pelo senador Ronaldo Caiado, que daria margem a uma censura a posteriori.

Luis Schwarcz, diretor do Grupo Companhia das Letras
Esta é mais uma vitória. Os editores não têm nada contra que a justiça seja feita. A mudança não é para buscar impunidade a ofensas morais. O rito sumário, como colocado, possibilita a retirada do livro entendida como um novo tipo de censura. Não é para abrir caminho para a impunidade, mas um esforço para que a justiça seja feita nos canais certos.

Mauro Palermo, diretor da Globo Livros
O que o Romário fez foi restituir o projeto ao seu texto original – texto esse alinhado com a decisão do STF. Uma vitória da democracia.

Luis Antonio Torelli, presidente da Câmara Brasileira do Livro
Isso é muito bom. A preocupação que tínhamos era que houvesse a proibição posterior. Dessa forma, continuaria a mesma coisa. Achei interessante terem suprimido isso. Há um consenso em nosso meio de que não pode haver nenhum tipo de censura.

Pedro Herz, diretor presidente da Livraria Cultura
É uma vitória da democracia. Cada dia que passa vemos que temos que preservá-la. Para quem já viveu uma ditadura é inadmissível. Discordar faz parte do democracia.

(Maria Fernanda Rodrigues)

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