Caio Fernando Abreu será o autor homenageado da Balada Literária em 2016
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Caio Fernando Abreu será o autor homenageado da Balada Literária em 2016

E mais: Adélia Prado - com antologia poética no forno - e Raduan Nassar às vésperas dos 80, Graciliano Ramos vira estátua, Alexandre Nero em adaptação de livro de Rubem Fonseca, etc.

Maria Fernanda Rodrigues

20 de novembro de 2015 | 22h28

FESTIVAL – 1
Balada Literária homenageia Caio Fernando Abreu em 2016

caio fernando abreu

Marcelino Freire, idealizador e organizador da Balada Literária, gosta de escolher escritores vivos para serem homenageados no festival. Mas deixou essa regra para lá em dois momentos: em 2014, quando escolheu Carolina Maria de Jesus, cujo centenário de nascimento foi celebrado naquele ano, e agora, ao decidir que o homenageado de 2016 será Caio Fernando Abreu (1948-1996; foto). Autor de Morangos Mofados e de Onde Andará Dulce Veiga? – e das frases mais compartilhadas no Facebook –, ele será lembrado nos 20 anos de sua morte. Será um bom ano para ler, reler e debater os autores da geração de 70 e 80 – antes da Balada, em novembro, a Flip homenageia, entre 29/6 e 3/7, a poeta Ana Cristina César (1952-1983).

FESTIVAL – 2
‘Morel’ e outras histórias
Projeto antigo de Suzana Amaral, a adaptação de O Caso Morel, de Rubem Fonseca, pode sair do papel. A cineasta, que está sendo homenageada nesta edição da Balada Literária, conseguiu uma (pequena) parte da verba para rodar o filme, que deve ter o ator Alexandre Nero como protagonista.
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A Balada Literária começou na quarta e termina domingo, 22. A programação é extensa (veja no site do evento), mas entre os destaques vale ver, neste sábado, 21, Glauco Mattoso e Lourenço Mutarelli, às 15h30, na Biblioteca Alceu Amoroso Lima, e Sidney Rocha, Caco Ishak, Paula Fábrio e Reginaldo Pujol Filho, às 21 h, no Estúdio Lâmina.

POESIA
Adélia, 80
Para o aniversário de 80 anos da mineira Adélia Prado, comemorado em 13 de dezembro, a Record lança Poesia Reunida. O extenso volume traz prefácio assinado por Augusto Massi. Adélia estreou na literatura com Bagagem há exatos 40 anos.

ENCONTRO
Raduan, também 80
Um dos grandes feitos da Balada Literária nesses 10 anos foi levar Raduan Nassar para um debate em sua homenagem. A ver se a USP tem a mesma sorte nos dias 23 e 24, no colóquio que vai celebrar o recluso escritor que faz 80 no dia 27. A festa também é pelos 40 anos de Lavoura Arcaica, o primeiro livro de um dos grandes escritores brasileiros.

ESTÁTUA
Graciliano e o mar
Graciliano Ramos (1892-1953) vai ganhar uma estátua na praia de Pajuçara, em Maceió, dia 30. Os herdeiros estarão lá e apresentam Luciana, conto infantil lançado agora pela Galera.

CONTO
Declaração de amor

guazzelli

Não foi por causa dos recentes atentados na França que Leonardo Tonus, professor de literatura brasileira na Sorbonne, decidiu organizar a Antologia Olhar Paris. Mas o choque da violência antecipou o anúncio do lançamento da obra que contará com contos e crônicas de, entre outros, Alexandre Vidal Porto, Esse Lobo, Guazzelli (imagem ao lado), Caio Yurgel, Sérgio Roveri, Ieda Oliveira, Susana Fuentes, Rodrigo Ciríaco e Simone Paulino – que é, também, a editora do livro. Os textos já estão prontos e o lançamento, da Nós, será em março, durante a Primavera Literária Brasileira, que Tonus promove em Paris.

THRILLER
Na floresta escura
In a Dark, Dark Wood, suspense de estreia de Ruth Ware que vai virar filme, será publicado pela Rocco em 2016. Ele conta a história de uma reclusa autora de livros policiais que reluta, mas aceita passar o final de semana numa casa de campo com antigos amigos de escola e, 48 horas depois, acorda no hospital sem saber o que aconteceu.

AGENDA
Deus é brasileiro
Principal tradutor de literatura em língua portuguesa na Holanda e responsável por verter para o holandês nomes como Fernando Pessoa, Luis Fernando Verissimo e João Ubaldo Ribeiro, Harrie Lemmens autografa neste sábado, 21, às 17 h, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, o livro Deus É Brasileiro (Zouk). É o relato de suas viagens por oito cidades brasileiras ao lado da mulher Ana Carvalho, que registrou tudo em fotografias – incluídas na obra. E nessas viagens, eles paravam aqui e ali para tomar café com os escritores que Lemmens traduzia. O Estadão publicou uma matéria sobre os bastidores do livro em 2014: Tradutor vira autor para falar do Brasil.

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