Babel: Uma breve retrospectiva do mercado editoral entre março e abril
As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Babel: Uma breve retrospectiva do mercado editoral entre março e abril

Maria Fernanda Rodrigues

23 de abril de 2014 | 18h25

Eu nunca tinha contado quantos livros e provas recebemos aqui no jornal. Ontem, voltando de férias, assustada com o volume que chegou à minha mesa, contei: 128 exemplares e algumas tantas provas em papel (e em pdf também). Resta agora dar uma boa olhada em tudo para ver o que vale ser resenhado, o que rende entrevista e o que foi desperdício de papel.

Foi um mês agitado. E não digo isso só por esses lançamentos todos. Uma pequena retrospectiva:

Concorrentes, Companhia das Letras e Objetiva fazem parte do mesmo grupo editorial agora.

Roger Mello ganhou o Prêmio Hans Christian Andersen, o mais importante da literatura infantil. O anúncio foi feito na Feira do Livro Infantil de Bolonha, que prestou homenagem ao Brasil este ano. Foi algo como o que aconteceu na Feira de Frankfurt em 2013, mas com menor investimento e menor repercussão. Vale lembrar que a literatura infantojuvenil é um dos gêneros mais rentáveis para as editoras, e que o incentivo à leitura começa na infância.

Na Feira do Livro de Londres, Ricardo Almeida, do Clube dos Autores, ganhou o International Publishing Industry Excellence Awards na categoria Jovem Empreendedor em Iniciativas Digitais.

A Saraiva, dona do Prêmio Benvirá, lançou o Prêmio Saraiva. As categorias são estranhas – romance é considerado literatura adulta; crônica é juvenil e poesia, infantil. Mas vale R$ 20 mil para cada um dos primeiros colocados. Música também será contemplada.

Os prêmios São Paulo, Paraná e Portugal Telecom abriram inscrições. E a pesquisadora Marisa Lajolo assumiu a curadoria do Jabuti no lugar de José Luiz Goldfarb.

Em sua segunda edição, o Prêmio Brasília escolheu como os melhores livros dos últimos dois anos O Sonâmbulo Amador (romance), de José Luiz Passos; A Verdadeira História do Alfabeto (contos), de Noemi Jaffe; Mirantes (poesia), de Roberval Pereyr; Nu, de Botas (crônicas), de Antonio Prata; Marighella – O Guerrilheiro que Incendiou o Mundo (biografia), de Mário Magalhães; Lá no Fundo do Peito (infantil), de Mauro Martins; Marcéu (juvenil), de Marcos Bagno; e Jango: A Vida e Morte no Exílio (reportagem), de Juremir Machado da Silva. Eles ganharam R$ 30 mil.

A Amazon, que deve iniciar em breve (até maio, comenta-se no mercado) a venda de livros em papel (e depois de outros produtos) no Brasil, anunciou acordo com a Samsung. Usuários de tablets e celulares da marca que utilizarem o aplicativo da livraria digital ganham um e-book por mês – e podem escolher entre quatro títulos. Há conteúdo em português na lista.

Antônio Torres tomou posse na Academia Brasileira de Letras.

E morreu Gabriel García Márquez.

(isso sem falar da Bienal do Livro de Brasília, do Festival da Mantiqueira, dos direitos de livros negociados, etc.)

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.