Babel: ‘Setenta’ chega à Indonésia e Henrique Schneider lança segundo livro de trilogia sobre a ditadura
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Babel: ‘Setenta’ chega à Indonésia e Henrique Schneider lança segundo livro de trilogia sobre a ditadura

E ainda: o novo romance de Flavio Izhaki, reportagens de Mônica Manir e Juliana Sayuri em livro, infantil brasileiro nas livrarias italianas e a nova coleção de Elma van Vliet

Maria Fernanda Rodrigues

12 de fevereiro de 2022 | 03h01

O escritor Henrique Schneider que escreve sobre ditadura, exílio e censura (Foto: ThaísLehmann)

Setenta, livro de Henrique Schneider vencedor do Prêmio Paraná de Literatura e que tem como pano de fundo a ditadura militar no Brasil, acaba de ter os direitos vendidos para a Indonésia. A editora Marjin Kiri, de Jacarta, prevê lançar o romance lá em 2023. A obra já tinha chamado a atenção de outras editoras e inicia, ainda neste semestre, sua trajetória internacional. Conforme adiantado pela coluna, o livro sai em árabe pela egípcia Sefsafa e em italiano pela Red Star.
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Premiado em 2017 e publicado dois anos pela Dublinense, Setenta conta a história de Raul, um brasileiro que trabalha em banco e leva uma vida pacata, sem ligar muito para política, até que um dia sua vida vira de cabeça para baixo quando, em meio à euforia patriótica da final da Copa do Mundo, ele é confundido com um militante, preso e atirado em uma cela para confessar algo que não sabe.
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Depois da ditadura, o exílio. Ainda este ano a Dublinense lança um segundo romance do escritor gaúcho, A Solidão do Amanhã (título provisório). A história, aqui, não é contada pela perspectiva da vivência fora do país, mas da tensa travessia até a fronteira Brasil-Uruguai. Os dois livros integram uma trilogia, que será completada com um romance que abordará a censura.

O novo romance de Flavio Izhaki

Autor de Amanhã Não Tem Ninguém, lançado pela Rocco em 2013, Flavio Izhaki estreia na Companhia das Letras em maio, com Movimento 78. Neste novo romance, o autor conta a história de uma família cujo pai descobre que tem altíssimas chances de desenvolver uma doença que ainda não existe. Com idas e vindas entre presente e futuro, discussões sobre tecnologia e inteligência artificial, o livro nos coloca diante da pergunta: até onde é possível prever o que vai acontecer com você?

Outras histórias de família

Elma Van Vlie (Foto: Eef Ouwehand)

A Sextante prepara, para abril, o primeiro lançamento de uma nova coleção da holandesa Elma van Vliet, que virou best-seller com seus livros que convidam famílias a contar suas histórias. A primeira série tinha livros como Mãe, me conta a sua história – e a ideia era que a obra voltasse a quem deu de presente. Agora, o presente vai preenchido pelo comprador. A estreia é com Para minha mãe, que sai em tiragem de 12 mil exemplares.
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Os dois maiores sucessos da autora no Brasil são justamente Mãe, me conta a sua história e Vó, me conta a sua história, com 43 mil exemplares vendidos de cada um.

Jornalismo em livro

A com-arte, editora-laboratório do curso de Editoração, da USP, está lançando Por Um Ponto Final, de Mônica Manir, e Viúvas Ilustres e outras histórias que quase foram esquecidas, de Juliana Sayuri. Os dois livros trazem reportagens e perfis publicados, sobretudo, no suplemento Aliás, do Estadão.

‘Cadê o livro que estava aqui’ vai sair na Itália

Ilustração de ‘Cadê o livro que estava aqui?’

Vencedor do Jabuti 2020 de melhor ilustração, Cadê o livro que estava aqui?, com texto de Telma Guimarães, ilustrações de Jana Glatt e lançamento pela FTD, teve os direitos adquiridos pela italiana Fatatrac. O livro deve ser lançado lá em setembro.
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A obra infantil já tinha sido editada na Turquia em 2021, pela Bilgi Yayınevi – mesma editora que publicou outro livro brasileiro, também da FTD e também no ano passado: Mas será que nasceria a macieira?, com texto de Alê Abreu e ilustrações de Priscilla Kellen.

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