Babel: Poemas de Hannah Arendt serão publicados no Brasil
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Babel: Poemas de Hannah Arendt serão publicados no Brasil

E mais: Nós publica A Resistência dos Vaga-lumes, coletânea de textos LGBT+, editoras ocupam ex-cadeia de Paraty e #vempralivraria

Maria Fernanda Rodrigues

08 de junho de 2019 | 03h00

POESIA
Relicário vai publicar os poemas de Hannah Arendt

Poemas de Hannah Arendt foram publicados postumamente (Foto: Tyrone Dukes/NYT)

Hannah Arendt (1906-1975; na foto, em 1972) foi uma das mais influentes pensadoras do século 20. Autora de obras fundamentais como Origens do Totalitarismo, a filósofa alemã era, também, poeta – mas nunca publicou seus textos. Em 2016, a editora alemã Piper Verlag reuniu 71 poemas dela na coletânea Ich selbst, auch ich tanze. Die Gedichte (em tradução literal: Eu Mesma, Também eu Danço). A Relicário acaba de comprar os direitos da obra e prevê o lançamento de uma edição bilíngue, com tradução de Daniel Arelli, para o primeiro semestre de 2020. Os poemas, escritos entre 1942 e 1961, contemplam diferentes etapas de sua vida – dos anos de formação ao exílio nos EUA.

COLETÂNEA
LGBT+
A Resistência dos Vaga-lumes é o título da coletânea de textos (poemas, contos, etc.) LGBT+ que a Nós lança durante a Festa Literária Internacional de Paraty, em julho. O título é uma homenagem a João Silvério Trevisan (foto) e remete a um capítulo de seu livro Devassos no Paraíso.

João Silvério Trevisan (Foto: Tiago Queiroz/Estadão)

Trevisan é um dos 60 autores da obra que tem organização de Cristina Judar, vencedora do Prêmio São Paulo com o livro Oito do Sete e que assina um dos textos, e de Alexandre Rabelo e reúne nomes de diversas gerações. Entre eles, Amara Moira, Cidinha da Silva, Bruna Mitrano, Fabio Weintraub, Glauco Mattoso, Laerte, Leonardo Tonus, Marcelino Freire, Natalia Borges Polesso, Paula Fábrio, Raphael Montes, Ricardo Domeneck, Samir Machado de Machado, Santiago Nazarian e Tobias Carvalho.
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Os direitos autorais vão reverter para a Casa 1, instituição de acolhimento e apoio à população LGBT+.

FLIP
Cadeia literária
Uma construção militar do século 18 que já foi usada como quartel, cadeia pública e biblioteca foi o local escolhido por um grupo de editores para ser sua casa na Flip e ganhou o nome de Cadeia Literária.
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Participam Reformatório, 34, Letra Selvagem, Cousa, Editora Feminas, Editora ANF (Agência Nacional das Favelas), Selo Off Flip e Revista Lavoura. A casa fica na Praça de Santa Rita e nela haverá espaço para exposição, venda de livros, debates e pocket shows. Um dos lançamentos já confirmados é do livro Contos Brutos: Textos Sobre Autoritarismo, organizado por Anita Deak para a Reformatório, com textos de 33 escritores, entre eles, Evandro Affonso Ferreira, Luiz Ruffato, Paulo Scott, Marcelo Nocelli, Cristina Judar, Paula Fábrio e Carol Rodrigues.

CAMPANHA
Em defesa das livrarias

#vempralivraria

Paulo Tadeu (Editora Matrix) e Pedro Queiroz (GG) começam neste fim de semana uma campanha nas redes sociais (acima) para incentivar os brasileiros a frequentar as livrarias.

 

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