Babel: Pesquisa analisa dois séculos de mercado editorial no Brasil
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Babel: Pesquisa analisa dois séculos de mercado editorial no Brasil

Maria Fernanda Rodrigues

16 de maio de 2014 | 21h33

A Babel publicada no Caderno 2 de 17 de maio traz informações sobre a pesquisa que será apresentada na quarta-feira com uma análise histórica do crescimento da indústria editorial de livros, um novo selo para literatura da periferia, a expectativa de negócios da Feira do Livro de Bolonha, a vinda de Hans Ulrich Gumbrecht à Bienal do Livro de São Paulo e mais.

HISTÓRIA
Pesquisa analisa dois séculos de mercado editorial no Brasil
Um amplo estudo sobre o mercado editorial brasileiro – de 1808 a 2012 –, com a análise histórica de seu desenvolvimento, concluiu que ainda dá para crescer, mas desde que alguns nós sejam desatados. Por exemplo, não existe um sistema integrado de comunicação entre editoras, livrarias e distribuidoras, o que gera falhas. Se, por um lado, a diversidade ajudou no crescimento, por outro a multiplicação de selos para abarcar uma variedade de títulos pode dispersar o foco, aumentar a competição interna nas editoras e danificar sua imagem perante autores e livreiros. A falta de conhecimento sobre o que se lança também é fato e atrapalha. No passado, os desafios eram a influência cultural estrangeira, a censura do governo, os impostos sobre o livro e papel de impressão, a taxa de câmbio e a alta inflação. O estudo, feito por Leonardo Bastos da Fonseca e pelo Centro de Pesquisa em Estratégia, Crescimento Corporativo e Mudança Organizacional da Universidade Federal do Rio com base em entrevistas, pesquisas bibliográficas e no Acervo Estado (de 1875 a 2012), foi patrocinado pelo Sindicato Nacional de Editores de Livros e será apresentado na quarta, no Rio.

SELO
A literatura da periferia

O escritor Ferréz (acima, na foto de Filipe Araújo/Estadão) será o curador do novo selo da DSOP, o Literatura Marginal, para obras de autores da periferia com pouca entrada em grandes editoras. Três nomes já foram confirmados: Rodrigo Ciríaco, Allan da Rosa e Marcos Telles.
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A editora terá uma casa na Flip e levará, entre outros, o próprio Ferréz e Luiz Ruffato, que lança o primeiro infantojuvenil.

FEIRA
Depois da homenagem
Se confirmadas as expectativas dos editores, a ida à Feira do Livro Infantil de Bolonha em março renderá ao mercado editorial brasileiro algo em torno dos US$ 573 mil em venda de direitos e exportação de livros. No ano passado, esse número era US$ 273 mil.
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Com a homenagem da feira este ano, o projeto Brazilian Publishers levou 39 editoras – 22 a mais do que em 2013.

INTERNACIONAL
‘Comédia’ em Portugal
A Comédia Mundana – Três Novelas Sacanas, de Luiz Biajoni, será publicado em Portugal pela Chiado em julho.

BIENAL
Gumbrecht em SP
Professor em Stanford e um dos maiores críticos literários vivos, Hans Ulrich Gumbrecht (acima), que viveu no Brasil no fim dos anos 1970, estará na Bienal do Livro em agosto. A Unesp aproveita sua vinda para lançar Depois de 1945 – Latência Como Origem do Presente. E no prelo da Contraponto está Stimmung, Atmosfera, Clima.

DIREITOS
Boitempo portenha
Dois livros editados pela Boitempo estão a caminho das livrarias argentinas. Globalização, Dependência e Neoliberalismo na América Latina, de Carlos Eduardo Martins, sairá pela Ediciones Luxemburg, e Estado e Forma Política, de Alysson Leandro Mascaro, pela Prometeus.

EVENTO
Paraty, ou Saint-Malo
A Record reclamou, mais uma vez, porque a Flip não chamou seus ficcionistas brasileiros para a festa. Mas conseguiu emplacar quatro nomes no festival Étonnants Voyageurs, de Saint-Malo, na França, em junho: João Almino, Raimundo Carrero, Marcelino Freire e Ana Paula Maia.

Tendências: