Babel: Patricia Hill Collins e Silvia Federici participam de seminário que vai trazer Angela Davis ao Brasil
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Babel: Patricia Hill Collins e Silvia Federici participam de seminário que vai trazer Angela Davis ao Brasil

E mais na coluna Babel: luto e literatura; Kallocaína, de Karin Boye; escritores coreanos no Brasil e a estreia de Karol Conká na literatura

Maria Fernanda Rodrigues

24 de agosto de 2019 | 05h00

SEMINÁRIO
Patricia Hill Collins e Silvia Federici vêm ao Brasil

A socióloga americana Patricia Hill Collins (foto) volta ao Brasil em outubro como uma das convidadas do Seminário Internacional Democracia em Colapso?, anunciado esta semana e que trará, pela primeira vez ao País, Angela Davis, ícone do feminismo. Patricia é autora de Pensamento Feminista Negro (Boitempo) e estará no encontro, que é promovido pelo Sesc e pela Boitempo, ao lado de cerca de 50 pesquisadores e pensadores. Outros dois nomes serão anunciados nos próximos dias: a filósofa ítalo-americana Silvia Federici, autora de Mulheres e Caça às Bruxas e de O Ponto Zero da Revolução: Trabalho Doméstico, Reprodução e Luta Feminista, e do filósofo franco-brasileiro Michael Löwy, autor de A Estrela da Manhã. O seminário, que contará com cursos e ciclo de debates e palestras, será realizado de 15 a 19/10, com ingressos à venda a partir de 25/9 no site do Sesc.

DEBATE
A morte na literatura
Dentro da programação do Festival inFINITO – Sobre Viver e Morrer (3 a 8 de setembro), haverá um painel dedicado à literatura, com a presença de Tiago Ferro (O Pai da Menina Morta), Aline Bei (O Peso do Pássaro Morto) e Renata Penzani (A Coisa Brutamontes). Vai ser no dia 7, às 12h, na Unibes.

POESIA
A estreia de Karol Conká
Karol Conká, que escreve desde pequena por influência da mãe, fechou com a Planeta a publicação de seu primeiro livro – vai ser de poemas e está previsto para fevereiro de 2020.

NÃO FICÇÃO – 1
Liberdade financeira
A Sextante lança, em setembro, Vá em Frente, de Romi Neustadt. O livro, baseado nos fundamentos do marketing de rede e na própria história da autora, é destinado a mulheres que querem ser independentes financeiramente e ter uma vida de mais liberdade e flexibilidade.

NÃO FICÇÃO – 2
Mundo menos superficial
Uma das apostas da Alta Books para a Bienal do Rio é Minimalismo Digital – Para Uma Vida Profunda em um Mundo Superficial, do americano Cal Newport. A obra mostra como os minimalistas digitais têm repensado a relação com as mídias sociais, redescobrindo o mundo offline e se reconectando a sua essência por meio de períodos regulares de solidão. O autor, que é professor de ciência da computação, propõe, para começar, uma faxina digital de 30 dias.

INTERNACIONAL
Autores coreanos
A LTI Korea (Literature Translation Institute of Korea) traz ao Brasil três escritores coreanos para participar da Bienal do Rio e de um evento no dia 12, no Centro Cultural Coreano, em SP. São eles: Kim Ki-taek, autor de Chiclete (7Letras), Kang Byoung Yoong, autor de Pepino de Alumínio (Topbooks) e Park Min-gyu, inédito.

DISTOPIA
Pura tortura
Inédito no Brasil, Kallocaína, da sueca Karin Boye (1900-1941), deve chegar às livrarias mês que vem pela Carambaia. Conhecida por sua poesia modernista, Karin ganhou notoriedade internacional com este romance que se aproxima de 1984, de George Orwell, e Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley. De 1940, o livro retrata uma sociedade futurista baseada no controle estrito dos cidadãos por um Estado totalitário. A autora sofreu tanto ao escrever o livro que classificou o processo como “pura tortura” e prometeu nunca mais escrever algo “tão macabro”. Ela se matou um ano depois do lançamento.

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