Babel: Editora vai dar desconto em todos os livros sobre o golpe militar
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Babel: Editora vai dar desconto em todos os livros sobre o golpe militar

E ainda na coluna Babel de 30/3: o prejuízo da Saraiva, a busca do mercado editorial por novos caminhos, TAG, Primavera Literária, editoras independentes, Feira do Livro de Londres, etc

Maria Fernanda Rodrigues

29 de março de 2019 | 19h53

NÃO FICÇÃO
Editora vai dar desconto em livros sobre o golpe militar

ditadura

Dia Nacional de Luta, em 23/8/77 (Foto: Acervo Estadão)

A Boitempo prepara uma ação especial para a próxima semana: todos os seus e-books sobre o golpe militar estarão com desconto em seu site entre os dias 1.º e 5 e vão custar até R$ 9,90. A iniciativa é uma resposta à sugestão de Jair Bolsonaro para que os quartéis comemorem “a data histórica”. Entre os livros está O Que Resta da Ditadura, organizado por Edson Teles e Vladimir Safatle e que ganha agora versão digital (a foto acima integra o livro e mostra a repressão ao Dia Nacional de Luta, em 23/8/77). Há também mini-ebooks a R$ 1,99: Tortura e Sintoma Social, de Maria Rita Kehl, e 1964, de Paulo Arantes. Algumas obras físicas também terão até 50% de desconto.
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Outras editoras preparam lançamentos sobre o tema. No dia 2, por exemplo, Eduardo Reina lança no Maria Antonia Cativeiro Sem Fim – A História de Bebês, Crianças e Adolescentes Sequestrados Pela Ditadura Militar (Alameda e Instituto Vladimir Herzog).

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Veja outros 36 livros sobre o golpe de 1964.

MERCADO – 1
Período de transição
Como o leitor tem acompanhado, o momento não está fácil. A Saraiva acaba de revelar um prejuízo de R$ 301,7 milhões em 2018, com queda no faturamento das lojas físicas e e-commerce (ela, inclusive, prepara uma nova plataforma que deve representar redução de 32% no orçamento anual da empresa, que está em recuperação judicial). No quarto trimestre, 700 funcionários foram demitidos.
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Dois eventos que debatem, nos próximos dias, o futuro do mercado editorial reúnem profissionais dos chamados mercado tradicional, independente e de autopublicação. No domingo, 31, tem Coerência Literária na Unibes Cultural. Nos dias 4 e 5, Novas Soluções para a Crise Editorial, no Sesc Avenida Paulista. E lembrando ainda que no dia 6 tem o Choque Literário – Feira da Coesão Independente, na Associação Beneficente Provincianos Osaka Naniwa Kai.

MERCADO – 2
Mesmo barco
A Câmara Brasileira do Livro estuda uma forma de atender as editoras independentes. Eles se reuniram esta semana para conversar sobre o momento. Mais associados de um lado, mais representação do outro.

MERCADO – 3
Outros caminhos
A rede de lojas colaborativa Endossa está começando a vender livros de editoras independentes. Eles já são encontrados nas unidades do Centro, do CCSP e da Fradique Coutinho. Em algumas delas há livros de mais de uma editora (Lote 42, Cobogó, Lamparina Luminosa) e em outras de uma única casa – no Centro, por exemplo, só há títulos da Lote 42. A loja da Augusta também está começando o processo de abrir uma minilivraria. São 9 Endossas, em SP e Brasília.
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Por falar em Lote 42, ela embarca esta semana para Lucerna, na Suíça, como convidada do Festival Internacional de Quadrinhos Fumetto, e leva para a feira Small Press Heaven suas HQs e uma seleção de obras à venda na Banca Tatuí.
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E por falar em feira, a Primavera Literária, da Liga Brasileira de Editoras, promove este ano alguns ‘esquenta Primavera’, com palestras, saraus, debates e venda. Entre abril e maio, ela estará em quatro universidades fluminenses. De 7 a 9 de junho, aqui, na Biblioteca Mário de Andrade. A Primavera Literária propriamente dita será realizada no Museu da República, no Rio, de 3 a 6 de outubro. Ela volta para cá no Festival Mário de Andrade e vai para BH.
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O Kit Inéditos da TAG – Experiências Literárias faz um ano com bons números. São 22 mil assinantes, e ele representa 35% do faturamento do clube, que fechou 2018 com R$ 26 mi.
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As 8 editoras do projeto Brazilian Publishers que foram à Feira de Londres esperam fechar US$ 285 mil em negócios iniciados lá.