Babel: Editora Unesp começa a publicar clássicos literários
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Babel: Editora Unesp começa a publicar clássicos literários

E ainda na coluna Babel: o fim da Humanitas, inéditos de Zelda Fitzgerald e Clara Averbuck, a volta de Carlos Henrique Schroeder ao conto, Nei Lopes e Lélia Gonzalez

Maria Fernanda Rodrigues

01 de fevereiro de 2020 | 06h30

UNIVERSITÁRIA – 1
Editora Unesp começa a publicar clássicos literários

Machado de Assis, por Baptistão

A Editora Unesp, conhecida por suas publicações acadêmicas, amplia sua linha editorial em abril com uma coleção de clássicos literários. Os 10 primeiros títulos são: Histórias Extraordinárias, de Edgar Alan Poe; O Falecido Mattia Pascal, de Luigi Pirandello; contos de Guy de Maupassant; Eugênia Grandet, de Honoré de Balzac; Oliver Twist, de Charles Dickens; Quincas Borba, de Machado de Assis (imagem); Macunaíma, de Mário de Andrade; Triste Fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto; Urupês, de Monteiro Lobato; e A Relíquia, de Eça de Queirós. Os volumes vão contar com apresentação da obra e de seu autor. A editora diz que lançar esses títulos, que estão em domínio público, não significa uma desaceleração na publicação das obras acadêmicas e que o objetivo é o mesmo: abrir portas para não especialistas terem acesso à cultura e ao saber consagrados universalmente.

UNIVERSITÁRIA – 2
Fim da Humanitas
A Humanitas, editora ligada à Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP e que publicava a produção intelectual dos professores e alunos, está encerrando as atividades. Em um e-mail enviado aos autores, fala sobre a venda dos títulos a preços reduzidos, para diminuir o estoque e levantar verba para “saldar compromissos financeiros”.

ANTOLOGIA
Carta ao passado

Zelda Fitzgerald nos anos 1920 (Foto: CSU Archives)

Na caixa com textos inéditos em português de Zelda Fitzgerald (1900-1948) que a Ponto Edita prepara para março, ela vai incluir uma intervenção artística da brasileira Clara Averbuck. Escritora e dançarina como Zelda foi nos anos 1920 (foto), e ela foi escolhida por isso, Clara entra com uma carta em Cadernos – a obra traz contos, artigos e crônicas selecionados e traduzidos pelo editor Mauricio Tamboni.

CONTO
Teia narrativa
Carlos Henrique Schroeder publica um novo livro de contos em março, depois de 10 anos. Em Aranhas, que sai pela Record, os aracnídeos surgem como personagens ou inspiram comportamentos e destinos, criando uma teia narrativa.

NÃO FICÇÃO – 1
Com a ajuda dos orixás
Nei Lopes lança Ifá Lucumí: O Resgate da Tradição este mês, pela Pallas. Na obra, ele investiga o culto de origem nigeriana que está sendo redescoberto no Brasil e em Cuba e mostra um conjunto de pensamentos filosóficos de explicação da vida.

NÃO FICÇÃO – 2
Brasil africano

Lélia Gonzalez, em Dakar (1979) Foto: Acervo Lélia Gonzalez

A Boitempo lança, este ano, nova edição de Festas Populares no Brasil, de Lélia Gonzalez (foto; ela faria 85 hoje). De 1987, o livro apresenta, em fotos e textos, os laços indissociáveis entre Brasil e África, a integração entre o profano e o sagrado e a reinvenção das tradições religiosas na formação imaginária e cultural do País. A editora quer resgatar outros títulos dela.

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