Babel: Editora Sesi-SP vai reeditar títulos esgotados da Corrupio
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Babel: Editora Sesi-SP vai reeditar títulos esgotados da Corrupio

E mais na Babel: Guimarães Rosa, André Gide, Haroldo Ceravolo, as mulheres na luta armada e as livrarias na luta pela sobrevivência, a nova Agir

Maria Fernanda Rodrigues

28 Julho 2018 | 06h00

PARCERIA
Editora Sesi-SP vai reeditar títulos esgotados da Corrupio

Pierre Verger livros

Pierre Verger é tema de exposição na Flip 2018 (Foto: Arlete Soares)

Tudo começou com a ideia da curadora Josélia Aguiar de uma exposição na Flip que prestasse homenagem a Pierre Verger (foto) e à editora que nasceu há 40 anos para publicar um livro dele e se tornou a primeira no País dedicada à cultura negra: a Corrupio. Mas, quando Rodrigo de Faria, diretor editorial da Sesi-SP, desembarcou em Salvador para acertar os detalhes com Arlete Soares e Rina Angulo, a parceria cresceu e, juntos, vão devolver às livrarias obras importantes e esgotadas. A série de coedições deve começar a reedição da Coleção Baianada, de livros teóricos assinados por nomes como Verger e Gilberto Gil, entre outros, além de um volume de culinária e outro de fotografia. Livros com o perfil paradidático também estão na mira da Sesi, ligada à instituição que atende 90 mil alunos em SP. E o sonho, ainda não concretizado, é reeditar obras de Pierre Verger. Isso, para começar.

MERCADO
Futuro da consignação
A Flip termina amanhã, 29, e logo na sexta já começa a Bienal do Livro. No meio disso, na quarta, as livrarias independentes se reúnem para debater o presente e o futuro. Um dos painéis da Convenção Nacional de Livrarias será sobre o modelo de consignação, adotado há anos e cada dia mais insustentável, como dizem os editores.
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Livreiros e editores prometem uma conversa franca sobre o tema. Participam do encontro Vitor Tavares (Distribuidora Loyola), Fred Indiani (Boitempo, ex-Saraiva), Ivo Camargo (Ivo Camargo Soluções), Marcos da Veiga Pereira (Sextante e Snel) e Marcus Teles (Livrarias Leitura). A mediação será de Gerson Ramos (Planeta).

EDITORA
A nova Agir
Criado em 1944 e adquirido pela Ediouro em 2002, o selo Agir, que andava devagar, está de volta ao mercado. Agora, vai publicar livros pop – escritos por (ou sobre) artistas, influenciadores digitais e personalidades populares. O primeiro lançamento será a biografia de Madonna. Estão no prelo, ainda, as biografias da tenista Maria Sharapova e do cantor Fagner – assinada por Regina Echeverria.

REEDIÇÃO
De volta à estante
O Imoralista, livro de Andre Gide de 1902 sobre um jovem casado que redescobre a vida ao conhecer um jovem árabe na África, volta às livrarias em agosto pela Nova Fronteira.

CRÍTICA
Mesa de repórter
O editor Haroldo Ceravolo, da Alameda, que teve passagens por cadernos literários de veículos como o Estado, reúne cerca de 60 resenhas em Trinta e Tantos Livros Sobre a Mesa. A obra será publicada pela Oficina de Raquel em setembro.

NÃO FICÇÃO
A mulher na luta
E a sua Alameda prepara, para agosto, As Mulheres na Luta Armada, de Maria Claudia Badan. O livro fala de quem foi à luta e das que ajudaram nos bastidores. A editora já publicava livros sobre esse período, mas ampliou sua linha após A Casa da Vovó, biografia do DOI-Codi escrita por Marcelo Godoy, do Estado, e vencedora do Jabuti.

CONTEMPORÂNEO
História cruel
A Grua, que está completando 10 anos, acaba de adquirir os direitos de Em Cada Momento Ainda Estamos Vivos, romance baseado em fatos reais sobre uma mulher que morre após dar a luz, escrito pelo sueco Tom Malmquist. A tradução (do original) será de Leon Rabelo e Carlos Rabelo.

CLÁSSICO
A conta-gotas
A obra de Guimarães Rosa, que deixa a Nova Fronteira depois de anos, está sendo negociada a conta-gotas com as editoras. A Companhia das Letras foi a que se saiu melhor na oferta por Grande Sertão: Veredas. A ver o que acontece com os outros títulos.