Babel: Com a presença de escritores brasileiros e estrangeiros, festival vai debater a situação do negro
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Babel: Com a presença de escritores brasileiros e estrangeiros, festival vai debater a situação do negro

E ainda na coluna de 30/7: livros sobre a busca por supremacia branca e sobre o trabalho infantil, Lote 42 em Frankfurt, Prêmio Brasília cancelado e ainda em dívida, Magali e o espiritismo, Coetzee e Daniel Cole

Maria Fernanda Rodrigues

30 Julho 2016 | 00h11

RACISMO – 1
Festival vai debater a situação do negro no Brasil e no mundo

negro no brasil

A Flink Sampa – Festa do Conhecimento, Literatura e Cultura Negra (18 e 19/11) anuncia, na terça, 2, sua programação. Serão mais de 100 convidados de diversas áreas e um dos destaques será o cubano dissidente Carlos Moore (foto), cientista político e autor de Pichón – Minha Vida e a Revolução Cubana (Nandyala). No livro, ele narra sua luta contra o racismo, as passagens por lugares como França, Egito, Nigéria, Senegal e Brasil, onde vive atualmente, além da amizade com Malcolm X e Fela Kuti, entre outros. Moore participa do debate Reinventar a História: A Desconstrução do Senso Comum Sobre o Racismo ao lado de Paulo Lins e de Ferréz. Por meio de encontros e programações culturais, será debatida a situação do negro no Brasil e no mundo – lembrando que aqui, segundo a CPI do Senado sobre morte de jovens, a cada 23 minutos um negro entre 15 e 29 anos é assassinado.

RACISMO – 2
Extremismo e violência
O americano Christian Picciolini foi um dos fundadores do Hammerskins, grupo neonazista presente em mais de 15 países. Sua experiência na organização rendeu Suástica Yankee – Memórias de um Ex-Skinhead Neonazista, que a Seoman lança em duas semanas. Boa leitura em tempos de crescimento, sobretudo nos EUA, da violência contra negros, gays, etc.

ESCRAVIDÃO
Trabalho infantil
A WMF Martins Fontes lança, em outubro, o juvenil A História de Iqbal, de Francesco d’Adamo. O garoto paquistanês Iqbal Masih se tornou símbolo internacional da luta contra a exploração do trabalho infantil. Aos 5, ele foi cedido pela família em troca de um empréstimo de menos de US$ 100, contraído junto ao dono de uma tecelagem. Foi obrigado a trabalhar em condições desumanas e, depois de anos nessa situação, ele se rebelou e denunciou a ‘máfia dos tapetes’, contribuindo para a libertação de centenas de outros pequenos escravos. Iqbal deu palestras mundo afora, e foi assassinado, aos 12, em seu país.

PRÊMIO
Para trás
Bienal, o Prêmio Brasília chegaria à terceira edição em 2016, mas foi cancelado. Detalhe: José Luiz Passos, vencedor em 2014, ainda não recebeu os R$ 30 mil. A promessa, agora, é que o depósito seja feito dia 30/8.

Leia mais sobre o imbróglio aqui.

INTERNACIONAL
A primeira vez
A Lote 42 vai à Feira de Frankfurt com bolsa da instituição. Terá estande e participará de encontros com editoras alemãs. É sua primeira grande participação em feira internacional.

DIREITOS
Cole e Coetzee
Ainda inédito e já festejado, Ragdoll, de Daniel Cole, sai pela Arqueiro em 2017. A história acompanha um detetive veterano que recebe a lista com as próximas vítimas de um serial killer.
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Também inédito  – e finalista do Booker, The Schooldays of Jesus, de J.M. Coetzee, será lançado pela Companhia das Letras no ano que vem.

RELIGIÃO
Magali e o espiritismo

magali

Depois de Meu Pequeno Evangelho e Meu Pequeno Evangelho – Livro de Atividades (110 mil cópias vendidas), Boa Nova e Mauricio de Sousa lançam, na Bienal, Magali em Outras Vidas. Adaptação em prosa da HQ Reencarnação, de 2004, o livro promete segredos das vidas passadas da personagem.