Babel: Balada Literária vai homenagear Paulo Freire em 2019
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Babel: Balada Literária vai homenagear Paulo Freire em 2019

E mais na Babel: 'Urupês' para jovens leitores, uma livraria só para livros com personagens BAME, as livrarias e Eça de Queiroz

Maria Fernanda Rodrigues

24 Novembro 2018 | 06h00

FESTIVAL
Balada Literária homenageia Paulo Freire e muda de data

Paulo Freire será o autor homenageado da Balada Literária em 2019 (Foto: Leonardo Castro/Estadão)

A 13.ª edição da Balada Literária vai caminhando para o final – ela termina no domingo, 25, com direito a um chorinho nos dias 26 e 29/11 e 1.º/12. E o curador Marcelino Freire já está de olho na próxima edição, que vai mudar de data para aproveitar ainda mais o homenageado que acaba de ser escolhido: Paulo Freire (1921-1997), autor de Pedagogia do Oprimido. Tradicionalmente realizada em novembro, ela muda para o período de 4 a 8 de setembro para terminar no Dia Mundial da Alfabetização. “Precisamos valorizar os professores, celebrar os mestres em diversas áreas como teatro, cinema e música, o professor-escritor, o escritor-professor”, diz o Marcelino. E, como antecipado na coluna passada, o festival vai homenagear, também, um país latino – no caso, a Venezuela. Salvador e Teresina continuam sendo os outros palcos da Balada em 2019.

ADAPTAÇÃO
‘Urupês’ juvenil
Biógrafa de Monteiro Lobato, que entra em domínio público em janeiro, e coautora de Furacão na Botocúndia, que será reeditado pela Companhia das Letras, Márcia Camargos trabalha numa adaptação de Urupês.
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No livro juvenil, ainda em negociação com editoras, os netos de Dona Benta interagem com Lobato e, com ele, conhecem Jeca Tatu e aprendem sobre as origens do personagem e seus posteriores desdobramentos.
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Ilustrações vão mostrar essas transformações; um capítulo será dedicado ao Jeca Tatuzinho e ao Biotônico Fontoura; e um glossário vai ajudar na leitura e na contextualização da história.

INFANTIL
Som misterioso

A HarperCollins Brasil lança, em janeiro, Aaahhh, o primeiro livro escrito e ilustrado por Guilherme Karsten – ilustrador de vários livros de Ilan Brenman e de outros autores. O título faz referência a um misterioso som que ecoa pelo mundo causando caos e confusão – e a história vai mostrando como esse barulho afetou e intrigou as pessoas, que tentam descobrir de onde ele vem.

LIVRARIA – 1
Representatividade
Acaba de ser inaugurada no Reino Unido uma livraria online dedicada a livros infantis e juvenis com personagens negros, asiáticos e de outras minorias não brancas (Bame, na sigla em inglês): a Happy To B ME.

LIVRARIA – 2
O estado das coisas
Por falar em livraria, as últimas notícias das nossas, em crise, estão no blog – incluindo a relação das 30 editoras e distribuidoras para quem a Saraiva, que acaba de pedir recuperação judicial, mais deve – e em Economia.
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Enquanto isso, Amazon prepara “um grande anúncio” para o início de dezembro.

DIREITOS
No olho do furacão
Para quem gosta de acompanhar imbróglios familiares e editoriais e disputas de direitos autorais, a dica é o artigo que o advogado Gustavo Martins de Almeida publica na segunda, 26, no PublishNews. Tudo começou com uma consulta feita pelo Estado acerca da situação do domínio público de Graciliano Ramos. Almeida foi pesquisar e se deparou com uma curiosa história envolvendo a obra de Eça de Queiroz, que amanhã, 25, faria 173 anos, seus herdeiros, sua editora portuguesa, a Brasiliense, a Gráfica Urupês… e o Supremo Tribunal Federal, que começou o julgamento da questão no dia 30 de março de 1964, véspera do golpe militar, e se estendeu até maio.