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Nélida Piñon sobre a abertura da Feira de Frankfurt: “Não falo mal de meu país fora de suas fronteiras e não falo mal de meus colegas”

Maria Fernanda Rodrigues

09 de outubro de 2013 | 07h55

Da plateia do auditório do pavilhão do Brasil na Feira de Frankfurt, a presidente da Academia Brasileira de Letras tentava encontrar o melhor ângulo para fotografar os também imortais Carlos Heitor Cony e Nélida Piñom, que participavam de uma conversa sobre o tema Convergências da Memória na manhã desta quarta-feira.

Depois das tradicionais leituras de trechos de livros, que duram metade do tempo do encontro e renderam um protesto de Nélida ao final, eles comentaram a presença do Brasil em Frankfurt, o discurso de Luiz Ruffato na abertura da feira, a ausência de Paulo Coelho, entre outros assuntos.

“Tenho uma postura nítida: não falo mal do meu país fora de suas fronteiras e não falo mal de meus colegas”, disse Nélida Piñon quando perguntada sobre a fala de Ruffato. Cony não esteve na abertura, ontem à noite.

Para Nélida, a delegação brasileira está bem representada, com autores de variadas idades e temáticas. “Não tenho nada a dizer sobre certa voz que tentou desacreditar a delegação brasileira.” Ela se referia a Paulo Coelho, que ao justificar sua desistência de vir à feira, disse que dos 70 autores escolhidos, só 20 seriam escritores.

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