O processo como chave da cena

O processo como chave da cena

João Wady Cury

01 Dezembro 2017 | 20h32

Desenho de Leonardo Fernandes.

 

 

Semana passada o dramaturgo Sergio Roveri digitou as últimas palavras de sua nova peça, Neblina. É uma encomenda do ator mineiro Leonardo Fernandes, que passou por São Paulo e Rio com Cachorro Enterrado Vivo. A construção do texto foi um parto diferente: a cada cena escrita, Roveri enviava o texto para o ator, que a lia e desenhava de volta uma provocação. Artística, é óbvio. Seguiu-se assim por dois meses até a semana passada. “Nunca fiz algo parecido e adorei”, diz Roveri. Leonardo, do seu lado, já convive com seu personagem em uma sala de ensaio e o vem compondo lentamente a cada trecho que lê. Algo de perder o fôlego. A peça estreia no primeiro semestre de 2018, possivelmente em São Paulo.