‘Irma Vap’ vira terror e entra no trem fantasma

‘Irma Vap’ vira terror e entra no trem fantasma

João Wady Cury

13 Dezembro 2018 | 20h53

Luis Miranda, Jorge Farjalla e Mateus Solano Foto: Priscila Prade

 

O Mistério de Irma Vap, quem diria, acabou no trem fantasma de um parque de diversões. A nova versão da peça de Charles Ludlam chega em 12 de abril ao Teatro Porto Seguro pelas mãos do diretor Jorge Farjalla. A peça, que ficou conhecida por criar uma gincana de troca de roupas dos atores, passou agora por uma revisão na forma de ser encenada. “Meu foco é o texto e a maneira de atuar dos nossos dois atores; o texto traz a comicidade e os atores são os condutores”, diz Farjalla, referindo-se à nova dupla, Luis Miranda e Mateus Solano. “As trocas de roupas acontecerão diante do público, isso não pode ser um mistério.” Farjalla não assistiu às montagens anteriores.

 

TERROR INSPIRA 

Farjalla mira uma peça instigante para tirar o teatro do marasmo atual, como o vê. Quer levar para o palco o frisson de filmes e clipes de terror dos anos 80, como Thriller, de Michael Jackson, dirigido pelo cineasta John Landis em 1983, coalhado de mortos-vivos, sucesso garantido. É dele também Um Lobisomem, Americano em Londres. O encenador cita ainda Pague para Entrar e Reze para Sair, de Tobe Hooper, que também dirigiu a primeira versão de Poltergeist (1982) – todos diretores criados à sombra da série norte-americana Twilight Zone.

 

SONHO E OBSESSÃO 

A primeira montagem de Irma Vap estreou em 1987 e ficou mais de dez anos em cartaz com Marco Nanini e Ney Latorraca, dirigidos por Marília Pêra – houve uma segunda versão, dirigida também por Marília, com Cássio Scapin e Marcelo Médici. A peça é sonho e obsessão da fotógrafa Priscila Prade, que produziu essa terceira versão da peça, com Marco Griese, e a anterior.