Grupo Lume invade a Amazônia

Grupo Lume invade a Amazônia

João Wady Cury

19 Abril 2018 | 14h06

Grupo Lume. Inspiração Regional Foto: ARTHUR AMARAL

 

Café com Queijo é a peça do grupo Lume criada em 1999 nas andanças da trupe na Amazônia que agora, quase 20 anos depois, retorna ao ponto de origem com uma série de apresentações a partir de 15 de maio em Manaus e várias cidades da região. A criação dos integrantes do grupo – Ana Cristina Colla, Jesser de Souza, Raquel Scotti Hirson e Renato Ferracini – é inspirada no café com queijo ralado oferecido pelos moradores da região. Para quem quiser assistir em São Paulo, apresentação única na segunda, 23, no Sesc Carmo (SP).

 

DOIS NA COREIA DO SUL

Circulação fora de sua área de atuação está levando mais grupos brasileiros ao exterior. Outra companhia que começa a preparar a mochila para embarcar no final de maio é a Dos à Deux, formada pela dupla André Curti e Artur Luanda Ribeiro. Os dois rapazes vão à Coreia do Sul com a peça Gritos para fechar o festival de artes cênicas Bipaf (Busan International Performing Arts Festival), na cidade de Busan. É a terceira vez que a dupla participa do festival. Gritos é uma montagem de 2016 que aborda o amor – sempre ele – sob vários aspectos, como pessoas invisíveis na sociedade, o preconceito, o desprezo, os refugiados e a guerra. Levou o prêmio Shell, em 2017, de melhor cenário. As apresentações da montagem no Bipaf serão nos dias 27 e 28 de maio. Dos à Deux é uma companhia franco-brasileira de teatro gestual, que mistura teatro e dança, em sua criação.

 

OUTROS NA ESLOVÁQUIA

 

Peça Escombros. Foto: Marco Aurelio Olímpio

 

Como o Lume e o Dos à Deux, o Sobrevento é outro dos grupos longevos de teatro brasileiro, com mais de 30 anos de vida – e sempre com a mesma dupla de diretores encabeçando as produções, Luiz André Cherubini e Sandra Vargas. A trupe prepara-se para viajar para a Eslováquia e a Espanha, no segundo semestre, mas, antes, vai estrear sua nova peça, Escombros, neste sábado, 21, no Espaço Sobrevento – na Rua Coronel Albino Bairão, 42, no Belenzinho (zona leste de São Paulo). O texto aborda a destruição sob vários pontos de vista, passeando por vários tipos de desgraças humanas envolvendo pessoas, relacionamentos, degradação de valores e países arruinados. Claro, sem abrir mão da visão artística desse inferno. A trilha é de Arrigo Barnabé e os figurinos do estilista mineiro João Pimenta. Em outubro, o grupo apresentará dois dos seus espetáculos para bebês – Bailarina e Meu Jardim – em um festival de teatro na cidade de Bábkarská Bystrica, na Eslováquia, e depois segue para Santiago de Compostela, na Espanha.