Corpo e som na encruzilhada do palco

Corpo e som na encruzilhada do palco

João Wady Cury

19 de julho de 2018 | 19h02

Kenia Dias e Ricardo Garcia, do Estudio Fitacrepe. FOTO GABRIELA BILÓ / ESTADAO

 

 

Na letra T formada pelo encontro das avenidas Paulista e Consolação está encravado um estúdio de investigação do corpo e da sonoridade no teatro e na dança que tem feito a diferença na cena. É o fitacrepe, grafado assim mesmo, dos diretores Kenia Dias e Ricardo Garcia. A atuação da dupla, que comemora dez anos de atividade em 2018, vai de peças de formatura de novos artistas da Escola de Arte Dramática (EAD), na USP, ao novo espetáculo do grupo mineiro Galpão, que estreia em outubro no Galpão Cine Horto, em Belo Horizonte, ainda sem nome. “A base do nosso trabalho é a intersecção dos ateliês de criação artística, a parte pedagógica ligada à arte e a própria encenação teatral”, conta Kenia.

Um dos pontos de investigação de Kenia, doutoranda da PUC em Comunicação e Semiótica, onde pesquisa registros de processos de criação em diários, cartas, e-mails e vídeos de atrizes e atores, é a utilização do aplicativo WhatsApp como espaço de criação e conhecimento. Ela participa de um coletivo de cinco artistas – um diretor no Ceará e três em Brasília – em que a relação afetiva deles, as conversas sobre arte, as imagens e sons compartilhados fazem parte de sua investigação artística. Tudo para, literalmente, dar corpo ao que depois vai ser levado ao palco. É papo cabeçudo, mas com resultado pra lá de consistente. Uma mostra do trabalho da dupla de diretores estreia dia 26 no Teatro Alfredo Mesquita, na EAD, Resposta ao Capataz, com formandos da escola.

 

 

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