Bombas e revolução

João Wady Cury

25 de fevereiro de 2018 | 19h10

Não para todos, claro, mas uma boa causa justifica uma vida explosiva – ainda que se pague por isso. Foi assim com o ativista irlandês Roger Casement, revolucionário pela independência de seu país e que passou pela Amazônia. Teve atuação fundamental por conta de suas denúncias sobre os abusos a que eram submetidos índios e negros, trabalhadores na extração de borracha. A história de Casement vai ao palco de quarta a sexta da semana que vem no teatro do O’Donoghue Centre of Drama, da Nacional University of Ireland Galway, em Galway, na Irlanda. Quem leva a montagem é a companhia Ludens e a peça é As Duas Mortes de Roger Casement. A mesma montagem já passou por São Paulo e agora segue para a Irlanda conhecer o seu herói. Claro, para alguns, herói, mas como tudo na história há versões. E o império britânico preferiu considerá-lo traidor sob a acusação de homossexualismo e executá-lo há 102 anos. No elenco estão Bruno Perillo, na pele de Casement, e Anna Toledo, no da ativista irlandesa Alice Milligan. É uma peça com números musicais e tem direção de Domingos Nunez.

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