Arcênico: ZéCelso 2.0 e a volta de Abelardo

Arcênico: ZéCelso 2.0 e a volta de Abelardo

João Wady Cury

11 de fevereiro de 2017 | 14h12

 

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Segunda-feira passada, por volta das seis da tarde, os atores do Teatro Oficina preparavam-se para mais um ensaio com vistas à reestreia da peça Bacantes neste sábado, 11. Poderia ser um ritual comum para eles mas, para nós, pobres mortais, não foi. Durante os 53 minutos seguintes, as pessoas que seguem a página do grupo no Facebook puderam assistir ao diretor e ator José Celso Martinez Correa dirigir seu elenco ao vivo. Logo no começo, repreendeu os atores, que cantavam em tom sério. “A coisa mais medíocre do teatro é o espírito de seriedade. Se levar a sério. Tem que debochar. Malandragem!”, estimulava. Resultado: até agora mais de 4 mil pessoas assistiram ao ensaio, comentaram e espalharam a transmissão ao vivo, que deve se repetir. “Nosso único problema são os nus. O Facebook proíbe, mas nas nossas peças são comuns”, diz o ator Marcelo Drummond. “Por isso, cortamos a transmissão na hora de ficarmos pelados”. Não é à toa. A página do Oficina já foi tirada do ar justamente por esse motivo há menos de um ano. Agora Drummond, a pedido de Zé Celso, planeja para 2017 a remontagem de O Rei da Vela, de Oswald de Andrade. E já tem boa notícia na área: o ator Renato Borghi, protagonista da montagem original, já topou a parada e volta ao Oficina. “O Tropicalismo completa 50 anos e não tem forma melhor de comemorarmos a data”, diz Drummond.