Anão como metáfora da sordidez

Anão como metáfora da sordidez

João Wady Cury

23 Outubro 2018 | 17h57

Luis Mármora em “Meia Meia”. Foto: Zeca Caldeira

 

O ator Luís Mármora estreia seu primeiro monólogo, depois de mais de 30 anos de carreira, com a peça Meia-Meia, dia 19 no Sesc Pompeia. Nada de gratuito nisso, pelo contrário. A história funde O Anão, do escritor sueco Pär Lagerkvist, Nobel de Literatura em 1951, e O Príncipe, de Maquiavel, para tratar do anão Meia-Meia, que não representa o poder, mas se beneficia e bebe dele de várias maneiras. Com direção de Georgette Fadel e Juliana Jardim, a dramaturgia foi feita a seis mãos: Vadim Nikitin, Georgette e o próprio Mármora.