Unibes Cultural? Isso mesmo!

Alvaro Siviero

24 Outubro 2015 | 10h40

Celia Parnes & Bruno Assami

O discurso é sempre o mesmo: que sem Educação e sem Cultura o ser humano não decola. Concordo. O perigo, no entanto, reside naqueles que transformam essa verdade em frase de efeito para discursos “cult”, em palanque eleitoreiro ou em busca nervosa de visibilidade. Pega bem falar que somos preocupados com Educação e com Cultura, mas são poucos os que arregaçam as mangas, saem do discurso e abraçam a empreitada. Os que o fazem – os denominados promotores culturais – esbarram continuamente em um sem número de dificuldades que colocam à prova não somente o altruísmo que a empreitada exige, mas também desinteresse econômico e sólido desejo de investir nas necessidades e competências do ser humano. Esses visionários, à frente de seu tempo, entendem que cultura não é despesa. É investimento.

Fundada em 1915, há exatos 100 anos (não falamos aqui de amadores), a Unibes – União Brasileiro-Israelita do Bem-Estar Social –  foi criada pela fusão de entidades atuantes na comunidade judaica no Brasil. Focada nas demandas sociais, a Unibes acolheu, recuperou e estimulou o potencial de milhares de pessoas em todos os ciclos de sua vida transformando-se em referência de trabalhos no terceiro setor. Somente em 2014, mais de 14 mil pessoas — entre crianças, jovens, adultos e idosos — participaram de programas sociais que proporcionaram uma mudança na própria história de vida dessas pessoas. À frente de todo este trabalho encontra-se o pulso firme e suave de sua presidente: Célia Kochen Parnes. Buscando ir ao encontro de uma das maiores demandas sociais do século XXI – o empobrecimento anímico do homem moderno e a necessidade de criação de cidadãos críticos e autônomos – a Unibes inaugurou sua mais nova vertente, a Unibes Cultural, unindo arte, cultura, educação e empreendedorismo em um só espaço, através de exposições, música, cinema, cursos, encontros literários e muito mais. “Em uma cidade como São Paulo, a oferta de espaços públicos é vital”, afirma o Diretor Executivo da Unibes Cultural, Bruno Assami.

No próximo dia 28 de outubro, com curadoria de Cristiane Quércia, na sede da Unibes Cultural (Rua Oscar Freire, 2.500 – Sumaré – São Paulo), inicia-se o curso Introdução à Música Clássica, que contará com a participação musical mais que especial do violoncelista holandês Karel Bredenhorst, do violinista Emmanuele Baldini, do violista Horacio Schaefer, além de módulos expositivos ministrados pelo maestro Victor Hugo Toro em que, igualmente, terei a honra de participar.

E ouso afirmar, caminhando na contramão do ditado popular, que, neste caso, quem vê cara vê também coração.

Calendário:
Dia 28 de outubro – A História da Música Clássica:  O homem e o Belo.
Dia 04 de novembro – A História da Música Clássica: Grandes Movimentos da Música Clássica, os mais importantes compositores e suas obras.
Dia 11 de novembro – A História da Música Clássica: Os bastidores da Orquestra.
Dia 18 de novembro – Recital de encerramento.

Unibes Cultural: Rua Oscar Freire, 2.500 – Sumaré – São Paulo
Telefone: (11)3065-4333

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