Um Belo Horizonte musical: Pianofest e Conferência Internacional Multiorquestra

Um Belo Horizonte musical: Pianofest e Conferência Internacional Multiorquestra

Alvaro Siviero

28 de abril de 2014 | 22h40

Amanhã embarco para Belo Horizonte com duplo objetivo, nesta ordem: participar como solista do encerramento do Pianofest II, no Concerto k.414 de Mozart, e olhar de perto as discussões e conclusões da Conferência Internacional Multiorquestra. É bom saber que estes dois grandes eventos não acontecem em São Paulo, como poderíamos talvez esperar…

O Pianofest – Festival Pianístico de Belo Horizonte, inspirado em festivais como o Klavier-Festival Ruhr (Alemanha) e os franceses Festival de La Roque D’Anthéron e Folle Journée, vem ocupar uma lacuna no cenário artístico brasileiro. É o único festival exclusivamente pianístico da América Latina. Treze pianistas (brasileiros e estrangeiros) estão se apresentando entre os dias 22 e 30 de abril de 2014, em diversas salas da cidade: o Conservatório da UFMG,  o Teatro da Assembléia Legislativa de Minas Gerais e, em seu encerramento previsto para o dia 30 de abril, o Teatro Bradesco. A integral dos 5 (cinco) concertos para piano de Beethoven (em versão a dois pianos), além de recitais solo e música de câmara (sempre envolvendo o piano), são algumas das atrações. Idealizado pela Virtuosi Produções Artísticas, com direção artística do pianista Ederson Urias, o festival conta com o apoio cultural de diversos setores de Belo Horizonte, entre eles, a Belotur, Rede Minas de TV, Conservatório da UFMG, Teatro Bradesco, Assembléia Legislativa de Minas Gerais, Escola de Música da UEMG, Cine Theatro Brasil, além da cooperação artística com a empresa Dell’Arte, presidida pela pianista Myrian Dauelsberg.

Paralelamente, entre os dias 28 e 30 de abril, o British Council, em parceria com a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais e a Associação de Orquestras Britânicas (ABO), propõe um espaço de trocas e debates sobre as melhores práticas do setor de orquestras no Brasil e no Reino Unido. Governança e gestão, orquestras como organizações de interesse público, Inovação e criatividade para captação de novos públicos, estruturação do setor orquestral, entre tantos outros, são alguns dos temas que serão abordados por diretores e artistas de diversas orquestras como OFMG, OSESP, OSB, Neojibá, ORSSE, entre outros. Vale conferir. (http://transform.britishcouncil.org.br/pt-br/content/conferencia-internacional-multiorquestra-talento-gestao-e-impacto).

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